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Justiça mantém internação de adolescente que ameaçou escolas de Pouso Redondo, em Santa Catarina

Justiça mantém internação de adolescente que ameaçou escolas de Pouso Redondo, em Santa Catarina

Justiça mantém internação de adolescente que ameaçou escolas de Pouso Redondo, em Santa Catarina

SANTA CATARINA. O Ministério Público informou que foi mantida a medida socioeducativa de internação do adolescente que fez ameaça a escolas de Pouso Redondo.

De acordo com o comunicado do MP, divulgado nesta segunda (28), o adolescente cumprirá três anos de internação como medida socioeducativa em uma instituição de acolhimento por prática de ato infracional análogo ao crime de ameaça. 

A representação do Ministério Público foi julgada procedente pelo Juiz da 1ª Vara da comarca, mas a defesa interpôs recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) requerendo uma medida mais branda. A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça analisou o recurso e, por unanimidade, negou o pedido da defesa.  

“Tais ameaças foram concretas e suficientes para gerar elevado pavor e desespero aos envolvidos. Exemplo disso são os relatos da professora, no sentido de que as alunas ameaçadas a procuraram chorando, demonstrando verdadeiro pânico em razão das falas do adolescente”, sustentou o Promotor de Justiça José Geraldo Rossi da Silva Cecchini, nas alegações finais.  

Na sentença, proferida no dia 15 deste mês, o Desembargador Relator se manifestou.

“Mostra-se adequada a medida socioeducativa de internação, nos moldes do art. 112, § 1º, e art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente, quando os atos infracionais foram cometidos mediante grave ameaça, apresentam contornos de acentuada gravidade e, ainda, as circunstâncias pessoais do adolescente recomendam a providência”. 

“O adolescente tinha plena ciência de toda a repercussão que esse tipo de promessa era capaz de provocar e a fez novamente, consciente de que isso geraria imenso pânico nas escolas como um todo. Não pairam dúvidas, portanto, de que o adolescente agiu com dolo e com o propósito específico de causar medo e temor”, complementou o Desembargador. 

A medida socioeducativa de internação é de até três anos. A manutenção da internação deverá ser reavaliada a cada seis meses, observados os critérios da Lei n. 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), pela prática de ato infracional análogo ao crime de ameaça (art. 147 do Código Penal). 

Relembre o caso

A ocorrência foi registrada no dia 11 de abril deste 2024, na Escola Anair Margarida Voltolini – EPAV.

Uma professora ficou sabendo que os alunos do colégio estavam conversando sobre as ameaças e por conta disso, realizou um boletim de ocorrência. O suspeito foi pego logo após.

Depois do fato, o rapaz também teve celular e o computador apreendidos para que uma investigação fosse realizada. Ainda foram recolhidos na casa do jovem alguns materiais com apologia ao nazismo.

A forma como as ameaças foram feitas ou os locais que seriam alvo da suposta ação não foram divulgados.

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