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Decreto da Prefeitura com relação ao Colégio São José poderá ser questionado judicialmente, confirmam advogados

Decreto da Prefeitura com relação ao Colégio São José poderá ser questionado judicialmente, confirmam advogados

Decreto da Prefeitura com relação ao Colégio São José poderá ser questionado judicialmente, confirmam advogados

RIO NEGRINHO. O decreto da prefeitura, publicado ontem (07), tornando de utilidade pública o prédio do Colégio São José, com finalidade de desapropriação para instalação de uma nova unidade escolar pública poderá ser questionado pela escola, passando a decisão final – a favor ou contrária – para a justiça.

O Colégio é particular e uma instituição de ensino tradicional e histórica na cidade e a publicação do documento tem dividido opiniões.

O decreto traz várias justificativas apresentadas pela prefeitura, dentre elas a de que o prédio foi construído com a ajuda da comunidade e de que o Colégio passa há algum tempo por uma crise financeira, tendo poucos alunos matriculados.

Ao Nossas Notícias, Solange Tureck, diretora da escola, declarou que o setor jurídico da instituição está tomando as providências cabíveis, contrárias à iniciativa da administração do município.

Por sua vez, Anderson Godoy, procurador jurídico da Prefeitura, confirmou ao Nossas Notícias, o interesse em uma desapropriação de fato, que para ocorrer teria ainda que passar por uma análise dos vereadores.

Buscando mais informações sobre esse cenário, a reportagem aqui do Nossas Notícias conversou com alguns advogados que preferiram não se identificar, mas que confirmaram que o decreto pode ser anulado pela justiça, a depender dos argumentos apresentados pelos representantes legais do Colégio São José e do entendimento final do judiciário.

A opinião de alguns desses profissionais é divergente quanto a possibilidade de uma anulação de fato e na sequência publicaremos algumas análises dos advogados consultados. O espaço também fica aberto à quem desejar contribuir com sua opinião, baseada em argumentos jurídicos.

Nas redes sociais, circulam mensagens garantindo que o Colégio comprou o terreno e tem escritura da área. Conforme os especialistas, esse argumento é válido e incontestável, porém precisaria ser reforçado com outros fatos pela defesa, para impedir na justiça, efetivamente, uma desapropriação pública. Exemplos poderiam ser comprovar a inexistência de interesse público na iniciativa da prefeitura, bem como algum ato de ilegalidade por parte do gestor do município, além de resultados relativos a uma recuperação financeira em andamento.

Caso a proposta seja aprovada pelos vereadores e de fato venha a ser executada pela Prefeitura, com resguardo judicial, a administração deverá, dentre outras questões, pagar um valor ao Colégio, pela aquisição do imóvel.

A direção da escola também confirmou que as aulas começam normalmente nesta segunda-feira (10). Clique aqui para ler o decreto no Diário Oficial dos Municípios ou clique no link abaixo para baixar o documento.

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