Nossas Notícias

Perito contratado pela defesa diz que não existe prova técnica de que Milton Ruckl estava sob efeito de álcool quando aconteceu o acidente em que é acusado de provocar a morte de seis pessoas em São Bento do Sul 

Perito contratado pela defesa diz que não existe prova técnica de que Milton Ruckl estava sob efeito de álcool quando aconteceu o acidente em que é acusado de provocar a morte de seis pessoas em São Bento do Sul 

Perito contratado pela defesa diz que não existe prova técnica de que Milton Ruckl estava sob efeito de álcool quando aconteceu o acidente em que é acusado de provocar a morte de seis pessoas em São Bento do Sul 

Foto: reportagem do Nossas Notícias, que acompanha os trabalhos no local

SÃO BENTO DO SUL. O julgamento do rio-negrinhense Milton Ruckl, acusado de provocar a morte de seis pessoas em um acidente no dia 6 de setembro de 2014, segue hoje (14) no Fórum da Comarca. 

O júri popular começou por volta das 09h da manhã. Neste período foram ouvidas várias pessoas, uma delas foi o médico legista  Francisco Moraes Silva, contratado pela defesa para opinar sobre o processo. 

“Estou convencido que o acusado não estava sob efeito do álcool quando ocorreu o acidente. No caso não existe nem exame clínico e muito menos exame toxicológico que aponte a quantidade de álcool que ele tinha no sangue no momento do acidente ou mesmo depois dele. Não tem prova objetiva, técnica, que possa afirmar que ele se encontrava sob a ação do álcool. Ele não fez bafômetro, não existe isso nos autos”, falou. 

O especialista ainda acrescentou que Ruckl tem uma doença chamada esteatose hepática, que prejudica a absorção e eliminação do álcool. Conforme ele, uma pequena quantidade da substância causa várias alterações no corpo do paciente.

De acordo com a defesa o réu não costumava ingerir bebida alcoólica, por ser atleta de musculação.

O perito é de Curitiba e foi professor de Medicina Legal da Universidade Federal do Paraná. Atualmente ele está aposentado. 

Sobre o caso

Na ação penal pública, consta que o réu estava dirigindo uma BMW, alcoolizado e em alta velocidade por volta das 22h, na SC-301, no trecho conhecido como 27 Curvas, que liga São Bento do Sul e Rio Negrinho. Ele invadiu a pista contrária e bateu contra dois veículos, onde estavam as vítimas.   

Um dos automóveis era um Kadett Ipanema, ocupado por sete pessoas.Destas, seis morreram, incluindo uma menina de um ano.

As vítimas fatais foram:

Adriana Linzmeyer, Wagner Felipe dos Santos, Nelson Nascimento, Maria Eduarda Linzmeyer (1 ano), Rosalindo e Elair dos Santos.

O grupo tinha comemorado o aniversário da criança – filha de Adriano e Nelson – e estava retornando para casa deles, em Fragosos.

Vanderlei Fernandes de Souza, conhecido como Peter, foi o único sobrevivente

Após inquérito da Polícia Civil, Ruckl foi indiciado por homicídio doloso e chegou a ser preso preventivamente mas após habeas corpus impetrado por sua defesa, foi liberado do Presídio de Mafra, tendo pago uma fiança R$ 100 mil. Ele permaneceu preso por volta de 40 dias.

No júri atuam os promotores de Justiça Thiago Alceu Nart e Bianca Andrighetti Coelho, na acusação. O advogado Nilton Ribeiro de Souza atua na defesa do réu. 

LEIA MAIS:

Perito contratado pela defesa diz que não existe prova técnica de que Milton Ruckl estava sob efeito de álcool quando aconteceu o acidente em que é acusado de provocar a morte de seis pessoas em São Bento do Sul 

Perito contratado pela defesa diz que não existe prova técnica de que Milton Ruckl estava sob efeito de álcool quando aconteceu o acidente em que é acusado de provocar a morte de seis pessoas em São Bento do Sul 

Facebook
WhatsApp
Telegram