
SÃO BENTO DO SUL. Nesta sexta-feira (14) em que acontece o júri popular que vai traçar o destino do empresário rio-negrinhense Milton Zanghellini Ruckl, acusado de vitimar seis pessoas em um acidente na noite de 6 de setembro de 2014, o pedido de familiares, amigos e sobrevivente é um só: que a justiça seja feita (acesse no final da matéria os links para assistir os vídeos registrados pela reportagem do Nossas Notícias, com depoimentos do grupo).
O júri acontece no Fórum, pouco mais de oito anos após a ocorrência que chocou a região por tirar a vida, de seis pessoas, incluindo a d uma criança de apenas um ano à época.
De acordo com os dados da ocorrência, Ruckl dirigia sua BMW após ter ingerido bebida alcoólica. Ele teria saído do centro de São Bento do Sul, seguindo pela SC-418 onde em alta velocidade teria feito uma ultrapassagem em local proibido, passado por cima das “tartarugas” da via e invadido a pista contrária, batendo em um Kadett Ipanema, ocupado por sete pessoas. Vanderlei Fernandes de Souza, o Peter, que à época estava com 16 anos, foi o único sobrevivente.
“A dor é muito grande, todo mundo podia estar em suas casas e com a vida. Só peço justiça, pois é muito complicado lidar no dia a dia com essa dor, essa perda. A cada dia você acaba lembrando de cada morte, de cada pessoa que se foi”, cita Souza, que perdeu a mãe e amigos de infância na ocorrência.
Sobre o acidente, o rapaz diz não se lembrar de nada e apenas ter tido ciência do que aconteceu cerca de 15 ou 20 dias depois, ao acordar no hospital.
“Quando fiquei sabendo, eles já tinham sido velados e enterrados e somente cerca de um mês e pouco depois fui ao cemitério”, lembra o jovem que também se queixa de não ter tido nenhum apoio por parte do acusado do acidente nesse período.
“A gente não teve apoio nenhum. Na época eu era uma criança, tive que virar homem de uma hora para outra, tendo que aprender a lidar sozinho com coisas da vida e da morte”, comenta ainda.
Andreia Aparecida dos Santos, irmã de Adriana e Wagner, também vítimas fatais do acidente, lembra que são oito anos de espera por justiça.
“Estamos reunidos pedindo por justiça, porque é uma dor muito grande, uma perda irreparável de seis pessoas. Que as pessoas do júri popular analisem isso na hora. Ninguém imagina a dor que passamos”, comenta.
“Perdemos nossa nenezinha”, comenta ela, que lembra que o acidente não foi o primeiro do qual Ruckl foi acusado.
“Que Deus ilumine a cabeça das pessoas que irão integrar o júri”, pede ainda.
As vítimas fatais foram:
Adriana Linzmeyer, Wagner Felipe dos Santos, Nelson Nascimento, Maria Eduarda Linzmeyer (1 ano), Rosalindo e Elair dos Santos.
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