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Familiares contam quem era a mulher encontrada morta dentro de saco de lixo jogado em córrego em Papanduva

Familiares contam quem era a mulher encontrada morta dentro de saco de lixo jogado em córrego em Papanduva

Familiares contam quem era a mulher encontrada morta dentro de saco de lixo jogado em córrego em Papanduva

Foto: reportagem do Nossas Notícias, que conversou com a família da vítima nesta quinta (13)

REGIÃO. Mãe dedicada e completamente apaixonada pelo companheiro. Assim parentes definem Alessandra Urbainski, encontrada morta em um córrego, em Papanduva, dentro de um saco de lixo nesta quarta (12). O companheiro dela foi preso pela Polícia Civil, na quinta-feira (13), como suspeito do crime.

“Ela podia ser qualquer coisa, mas sem o menino não saía. Onde ela ia, o menino estava junto. Era uma boa mãe para ele”, contam familiares da mulher de 37 anos, encontrada morta com uma perfuração na região do tórax, conforme os bombeiros.

Eles falaram também que o companheiro de Alessandra lhes disse que ela havia desaparecido já no domingo (10) mas que não fez nenhum comunicado por achar num primeiro momento que a mulher teria ido para a casa dos parentes em São Bento do Sul.

Natural de SBS, onde morou até cerca de 3 anos atrás, Alessandra morava com o companheiro em Papanduva. Eles eram pais de um menino de dois anos.

“Sou cunhada dela. Eu com meu marido somos padrinhos do menino, que vai fazer três anos em janeiro. Apesar de morar em outra cidade, Alessandra sempre pode contar com nossa assistência”, conta a familiar.

“Inclusive na quinta e sexta depositamos dinheiro para ela, porque pediu”, cita ainda a cunhada, explicando que Alessandra sofria de ataques epiléticos.

“Antes de morrer, a mãe da Alessandra, pediu para cuidarmos dela”, diz ainda.

Conforme a parente, a mulher conheceu o companheiro pela internet e depois se mudou com ele para Papanduva.

“Desde os três meses, a Alessandra morou em São Bento do Sul, com os pais adotivos. O pai faleceu há oito anos e ela ficou cuidando da mãe. Na verdade eles eram seus avós, que a registraram como filha”.

“Ela e o companheiro já estavam há quase quatro anos juntos, só que ela foi embora com ele faz três anos. Ainda assim, a gente sempre socorria ela e o menino”, cita.

“Não sabemos exatamente o que aconteceu, só que foi assassinada. A gente sabe que ela levou um golpe com um facão, que partiu seu coração ao meio. Além disso, teve o olho perfurado. Chegamos em Papanduva na quarta (12), fomos na casa onde eles moravam e conversamos com o companheiro dela. Depois fomos para o Instituto Geral de Perícias (IGP) em Canoinhas; não íamos deixar mais tempo o corpo dela sozinho”, relembra.

De acordo com a parente, a relação da família com o companheiro da vítima não era ruim.

“A gente não se metia. Quando íamos visitá-los, sempre fomos bem recebidos por ele também”.

De acordo com o que contou, a família só soube da tragédia através de uma vizinha do casal, que comunicou o que tinha acontecido.

Os padrinhos do filho do casal trouxeram o menino para São Bento do Sul.

“Na segunda-feira vão liberar o atestado de óbito da Alessandra. Ela foi achada com roupa de dormir, apenas com calcinha e top. Ficamos sem chão quando soubemos, não sabíamos o que fazer”, contam seus irmãos, que em um primeiro momento chegaram a achar que a morte poderia ter sido decorrente de uma queda, já que ela tinha convulsões.

“Vamos cobrar justiça, queremos saber o que aconteceu”, diz a cunhada.

O irmão afirma que o exame de sangue para saber se Alessandra sofreu algum tipo de violência sexual pode levar até dois meses para ser entregue.

Quanto ao companheiro da vítima, ele descreveu como um bom pai, porém destacou que o casal tinha um relacionamento complicado.

“Ela era bastante conhecida aqui em São Bento do Sul. Quando estava conosco o negócio dela era conversar e dar risada”, finalizaram ainda os parentes durante o sepultamento de Alessandra, que agora está em um espaço onde já existem várias sepulturas de pessoas da família, no Cemitério Jardim SBS.

Familiares contam quem era a mulher encontrada morta dentro de saco de lixo jogado em córrego em Papanduva

Familiares contam quem era a mulher encontrada morta dentro de saco de lixo jogado em córrego em Papanduva

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