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Depois da sessão turbulenta da última semana, presidente Piska acusa vereador Kbelo de quebra de decoro parlamentar

Depois da sessão turbulenta da última semana, presidente Piska acusa vereador Kbelo de quebra de decoro parlamentar

Depois da sessão turbulenta da última semana, presidente Piska acusa vereador Kbelo de quebra de decoro parlamentar

RIO NEGRINHO – Na sessão da noite de hoje, registrou-se mais um capítulo da novela iniciada na última semana, quando o vereador Ineir Miguel Mittmann, o Kbelo (PSC) solicitou a inclusão, através de um pedido verbal, de um requerimento que pedia a instalação de uma Comissão de Investigação para apurar a conduta do presidente Arlindo André da Cruz, o Piska (PP), que foi preso por algumas horas no dia 10 após envolver-se em uma ocorrência de ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

Naquela sessão, o pedido de Kbelo contou com o apoio dos vereadores Flavia, Maneco e Rose, porém a iniciativa foi descartada com o apoio dos demais vereadores, com exceção do presidente Piska, que conforme o regimento, só vota em caso de empate em votação.

Desta vez, foi Piska quem usou do mesmo artifício.Em um extenso ofício lido no expediente de hoje, o presidente acusa o colega de parlamento de quebra de decoro parlamentar e prática de atos incompatíveis. O documento toma como base o discurso de Kbelo na última segunda-feira, durante o pedido para a inclusão do requerimento verbal para investigar a conduta de Piska.

Em trecho do documento, Piska requer que seja encaminhado para a Comissão de Ética, com base em dispositivos legais, fatos e fundamentos, copia da gravação e também da ata da sessão do dia 12 de julho. O documento ainda aponta que o requerimento proposto por Kbelo – na formal verbal – atenta contra o regimento interno e, desta forma, não é cabível da forma como foi proposto.

O pedido ainda aponta que Kbelo teria feito acusações sem saber se o vereador Piska era inocente ou culpado pelo ato apontado como objeto do requerimento, difamando-o desta forma. O documento lembra que membros do poder judiciário julgarão, pelos meios legais, as questões concretas do dia a dia e estas serão resolvidas na forma da lei.

Ainda pelo requerimento, o pronunciamento do vereador Kbelo teve tão somente intuito difamatório, sem relação com exercício do mandato, razão pela qual não incidiria imunidade. Essa situação, segundo o documento, também deverá ser levada para o poder judiciário, como forma de pedido para que o vereador Kbelo seja processado civil e criminalmente.

Além do pedido de instalação de um processo disciplinar contra o parlamentar por conduta atentatória, nos termos do regimento interno, o documento assinado pelo presidente do legislativo solicita ao Conselho de Ética que opte pela determinação de afastar Kbelo e que o mesmo seja notificado para que responda no prazo regimental.

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