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"Chá de Trombeta": especialista fala sobre os efeitos do uso da planta para fins alucinógenos

REGIÃO. Seu nome científico é Brugmansia suaveolens ((Humb. et Bonpl. ex Willd.) Bercht. et J. Presl. mas popularmente é conhecida como Trombeta de Anjo, Saia Branca e Buzina. Comum em diferentes cores, é uma planta que chama a atenção por sua beleza mas tem também suas contra-indicações por ser tóxica, conforme a doutora em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (USP), Cynthia Hering Rinnert, professora dos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil, Naturologia e Pedagogia da Univille Campus Bom Retiro, em Joinville ( SC ), lecionando atualmente nos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil, Naturologia e Pedagogia. A especialista contou que a planta é uma espécie naturalmente na América do Sul, consistindo em um arbusto de até 5m de altura, com flores brancas a amarelo-creme, alaranjadas ou rosadas. “Esta planta é amplamente utilizada como ornamental, ocorrendo também naturalmente em terrenos baldios e a beira de rios e lagos. No Brasil, em algumas culturas, suas folhas enroladas são consumidas sob a forma de cigarro para o tratamento de bronquite.Mas, com base nas informações a respeito de sua toxicidade NÃO SE RECOMENDA sua ingestão ou outra forma de uso como medicinal para qualquer fim, uma vez que pode levar à morte”, alertou. Ela também explicou que a toxicidade da planta se deve à presença de alcalóides tropânicos em todas as suas partes. “Dentre esta classe de alcalóides destacam-se a escopolamina e a hiosciamina, cujos teores variam de acordo com a idade da planta”. Segundo a doutora Cynthia, podem ocorrer intoxicações acidentais com a planta e por isso a importância da escolha das plantas que irão compor o jardim de uma casa onde habitem crianças, pois estas muitas vezes costumam brincar de “comidinha”, correndo maiores riscos de intoxicação por levarem plantas à boca. “Mas as intoxicações mais frequentes são aquelas com fins alucinógenos, havendo até registros de seu uso como veneno em tentativas de suicídio ou homicídio”, frisou. A especialista finalizou citando que os efeitos clínicos potenciais da planta são: náuseas, vômitos, dificuldades visuais e boca seca, que podem evoluir para visão borrada, fotofobia (aversão à luz), febre, pele quente e seca, inquietude psicomotora, taquicardia, queda de pressão, alucinações, desorientação, distúrbios respiratórios, convulsões, coma e óbito. Doutora Cynthia também faz parte do Projeto de Extensão “Uso Racional de plantas Medicinais”, vinculado ao curso de Farmácia da Univille, desde sua criação, em 2005.

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