
RIO NEGRINHO. A Câmara de Vereadores de Rio Negrinho aprovou, durante a sessão desta segunda-feira (14), o projeto que estabelece as diretrizes para a Educação Digital e Midiática na rede municipal. A proposta cria a Política Municipal de Educação Digital e Midiática e define parâmetros para o uso de tecnologias no ensino.
Entre os objetivos estão o desenvolvimento do pensamento computacional, da cultura digital e da capacidade dos estudantes de analisar informações, identificar desinformação e utilizar recursos tecnológicos de forma ética e segura.
O texto também prevê ações de cidadania digital, proteção de dados, privacidade, segurança da informação e prevenção ao cyberbullying e a crimes cibernéticos. A política inclui formação dos profissionais da educação e prevê o uso de metodologias como aprendizagem baseada em projetos, robótica, programação, cultura maker e inteligência artificial.
Também estão previstas melhorias na infraestrutura das escolas, com investimentos em conectividade, equipamentos e laboratórios. Outro ponto é a inclusão digital de estudantes com deficiência, transtornos do desenvolvimento, altas habilidades ou em situação de vulnerabilidade social. A proposta também contempla ações voltadas às famílias, idosos e demais integrantes da comunidade.
A inteligência artificial poderá ser utilizada no ensino, na gestão educacional e em ações de inovação, desde que sejam observados princípios como proteção de dados, privacidade, segurança, acessibilidade, inclusão e supervisão humana. Nas escolas, a tecnologia deverá apoiar o trabalho pedagógico, sem substituir a atuação dos professores.
Vereadores com a palavra
Durante a discussão, Rafael Schroeder (PL) defendeu o projeto e destacou a necessidade de preparar os estudantes para o uso das novas tecnologias. Ele também chamou atenção para as ações destinadas aos idosos, especialmente para o uso de redes sociais e serviços públicos digitais e a prevenção contra golpes.
Nedlin Sacht Padilha (Novo) afirmou que a escola precisa acompanhar as transformações tecnológicas e preparar os alunos para o futuro mercado de trabalho. Ele destacou pontos como programação, robótica, inteligência artificial, formação dos professores e uso crítico e responsável da internet.
Anderson Patrick de Castro (Progressistas) também votou favoravelmente e destacou a importância da inclusão dos idosos. Segundo ele, o município já teve uma iniciativa voltada à educação digital para esse público e a retomada da proposta pode ajudar na prevenção de golpes e na inclusão tecnológica.
Daniel Henrique Gonçalves (PL) destacou que atividades relacionadas à educação digital já são desenvolvidas nas unidades municipais e que o projeto passa a estabelecer uma diretriz para orientar o trabalho nas escolas. Ele também ressaltou o trabalho realizado para a elaboração do currículo.
A implementação da política será progressiva, conforme as condições de infraestrutura, conectividade, formação dos profissionais e disponibilidade orçamentária. O planejamento terá horizonte de seis anos, com indicadores, metas e mecanismos de avaliação e revisão.
A proposta também busca alinhar o município à Política Nacional de Educação Digital, à BNCC Computação e às demais normas nacionais. A cidade já desenvolve ações na área, incluindo atividades de robótica, uso de impressoras 3D e o Concurso de Cultura Digital, realizado desde 2023.