
RIO NEGRINHO. Nesta sexta-feira (3), feriado de Sexta-feira Santa, a Colina dos Três Templos, em frente à Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria, em São Bento do Sul, foi novamente palco de uma das maiores encenações religiosas da região. O público acompanhou mais uma edição do tradicional Drama do Calvário, com direção geral de Fábio César Weiss e realização do Grupo Teatral Arno Fendrich.
O Nossas Notícias conversou com o rio-negrinhense Leandro Borges, que neste ano volta a viver Jesus Cristo na encenação, papel que interpreta pela segunda vez. Ao todo, sete atores de Rio Negrinho integram o elenco do espetáculo. Leandro conta que conciliar a rotina de trabalho com os ensaios foi um desafio, mas a dedicação ao personagem falou mais alto.
“Quando me ofereceram o personagem Jesus, eu me adequei aos horários e ensaios para que a gente pudesse fazer o melhor possível e passar essa emoção para as pessoas”, relata. Ele participa da montagem há três anos e já atuou como soldado e em funções de bastidores antes de assumir o papel principal. Interpretar Jesus, segundo ele, traz uma mistura de emoção e responsabilidade. “É um grande compromisso representar uma figura de tanta estima. A gente tenta passar para as pessoas esse momento da forma mais emocionante possível. É muito gratificante participar”, destaca ainda.
A preparação envolve cuidados físicos e emocionais, mesmo com a rotina intensa de trabalho na ambulância. A participação também virou um momento de união familiar: a filha e o sobrinho Christopher fazem parte do elenco como servos e anjos nas cenas finais.
Quadros que o público acompanhou ao vivo
A encenação contou com uma sequência de cenas marcantes: Judas Iscariotes, teia dos políticos e o julgamento de Jesus, flagelação, grande Marcha, crucificação, sepultamento e ressurreição. Neste ano, a produção reuniu mais de 100 atores voluntários e chegou com novidades técnicas, incluindo falas remasterizadas, novos efeitos especiais e participação de dubladores que também atuam na série The Chosen.
Estrutura e acessibilidade
Durante a apresentação, o espaço cênico contou com quatro telões em alta definição, com transmissão simultânea e presença de intérpretes de Libras. Também teve um espaço reservado junto ao coreto para cem cadeirantes, além de cadeiras destinadas a idosos com mais de 60 anos, com orientação das equipes de apoio. Segundo a organização, o espetáculo superou o ano passado com mais de 10 mil pessoas.









