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Moradora de Rio Negrinho desabafa após demissão da Artefama, em São Bento do Sul: “o que não dá é desistir”

Moradora de Rio Negrinho desabafa após demissão da Artefama, em São Bento do Sul: “o que não dá é desistir”

Moradora de Rio Negrinho desabafa após demissão da Artefama, em São Bento do Sul: “o que não dá é desistir”

SÃO BENTO DO SUL. Conforme já havia sido noticiado aqui pelo Nossas Notícias, a Artefama, uma das maiores indústrias moveleiras de São Bento do Sul, demitiu nesta quarta-feira (17), cerca de 350 funcionários, após as dificuldades enfrentadas pela empresa com as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Entre os desligados está uma trabalhadora de 49 anos, que atuava na lixação há menos de um ano e que foi entrevistada pela equipe aqui do Nossas Notícias.

Nossa reportagem estava passando no caixa de um supermercado da cidade quando ouviu ela conversando com outras pessoas sobre o ocorrido.

Logo após, pedimos para que compartilhasse sua experiência, o que a trabalhadora fez, mas pediu para não se identificar.

Ela contou que a notícia chegou de surpresa, apesar de os funcionários já estarem sabendo da crise.

Segundo ela, mesmo diante das férias concedidas a vários colaboradores e cortes no transporte, ainda havia esperança de que a empresa pudesse reverter a crise.

“A gente já sabia que a situação estava difícil, mas quando chega a demissão é um choque. A ficha não cai na hora. Eu pensei: e agora, como vai ser? Foi um baque muito grande”.

Mãe de um adolescente de 14 anos, ela destacou a preocupação com o futuro da família.

“Meu filho depende de mim. Eu pago aluguel e não posso esperar muito tempo para resolver minha situação”.

Segundo ela, colegas de setores diferentes também foram surpreendidos.

“Não teve demissão só na produção, teve gente do escritório, da segurança.. todos demitidos. Vi colegas com 25, 30 e até 40 anos de empresa sendo dispensados. Foi muito doloroso, tinha gente chorando, sem acreditar. A gente nunca imagina que isso vai acontecer.”

Ela também comentou sobre a tentativa da empresa de evitar os cortes.

“Primeiro foram dando férias coletivas, mexendo no transporte. Eles tentaram segurar o máximo, mas não deu. Até os ônibus foram cortados. Eu gastava mais de uma hora pra chegar, mas valia a pena porque eu estava trabalhando e gostava de lá. Agora nem isso.”

Apesar da dificuldade, a ex-funcionária afirmou que não pretende parar.

“Não dá para ficar esperando cair do céu. O que eu quero é uma nova chance, porque não dá para desistir.”

De acordo com ela, o momento mais difícil foi contar ao filho.

“Ele perguntou: ‘mãe, e agora?’ Eu só consegui responder: ‘a gente vai dar um jeito, filho’. Não dá pra mostrar fraqueza, mesmo que por dentro a gente esteja desabando.”

Ao falar sobre a Artefama, ela demonstrou gratidão, mas também tristeza.

“Sempre foi uma empresa acolhedora, que abraçava os funcionários. Mas dessa vez não tinha como segurar. Eu só agradeço por tudo e espero que eles se levantem de novo. E espero que eu também consiga me levantar”.

Moradora de Rio Negrinho desabafa após demissão da Artefama, em São Bento do Sul: “o que não dá é desistir”

Moradora de Rio Negrinho desabafa após demissão da Artefama, em São Bento do Sul: “o que não dá é desistir”

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