
PAÍS. Protagonista de “Ainda estou aqui”, primeira produção brasileira a ganhar um Oscar, o maior prêmio do cinema mundial, Fernanda Torres foi uma das indicadas na categoria Melhor Atriz, mas não levou a estatueta.
Na grande cerimônia que começou na noite deste domingo (02) no Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA), o título foi para a atriz Mikey Madison, de “Anora”.
Ela e Fernanda faziam parte de uma lista com uma disputa bastante acirrada, nas quais as outras indicadas eram Demi Moore (“A Substância”), Karla Sofía Gascón (“Emilia Pérez”) e Cynthia Erivo (“Wicked”).
Apesar de Fernanda Torres não ter conquistado esse que seria o segundo prêmio da noite para o Brasil, ela se destaca por ter sido a segunda atriz do país a concorrer nesta categoria. A primeira foi sua mãe, Fernanda Montenegro, por sua atuação em “Central do Brasil”, em 1999. Ambas foram dirigidas por Walter Salles.
Com “Ainda estou aqui”, Fernanda Torres venceu o Globo de Ouro como Melhor Atriz em Filme de Drama pelo papel. Se tivesse vencido o Oscar, teria se tornado a primeira latina e a primeira brasileira a conquistar o prêmio.
Além disso, seria a terceira atriz a receber essa honraria por uma performance em um filme estrangeiro, juntando-se a Sophia Loren, que venceu em 1962 por “Duas Mulheres”, e Marion Cotillard, que ganhou em 2008 por “Piaf – Um Hino ao Amor”.
Ainda estou aqui
“Ainda estou aqui” venceu o prêmio de melhor filme internacional no Oscar® 2025, que começou na noite deste domingo (02) no Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA). A vitória é inédita para o Brasil, sendo a primeira estatueta para o país na categoria desde a edição inaugural da premiação, em 1929.
Dirigido por Walter Salles, “Ainda Estou Aqui” disputava o troféu com “A garota da agulha” (Dinamarca), “Emilia Pérez” (França), “A semente do fruto sagrado” (Alemanha) e “Flow” (Letônia). A categoria foi anunciada pela atriz Penélope Cruz, que entregou a estatueta à Salles.
Inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” é o primeiro original Globoplay. O filme ainda concorre em duas categorias na cerimônia do Oscar: melhor atriz (Fernanda Torres) e melhor filme.
O longa conta a história real de Eunice Paiva (papel de Fernanda Torres), advogada e ativista que passou 40 anos procurando a verdade sobre o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello). O ex-deputado federal foi assassinado durante a ditadura militar.
“Em nome do cinema brasileiro, é uma honra tão grande receber isso de um grupo tão extraordinário. Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande no regime tão autoritário, decidiu nao se dobrar e resistir… Esse prêmio vai para ela: o nome dela é Eunice Paiva. E também vai para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse o diretor Walter Salles durante seu discurso e agradecimento.
A produção é a terceira maior bilheteria já registrada pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) desde 2018, quando começa a série histórica. O longa foi visto por mais de 5,1 milhões de espectadores no Brasil. No exterior, “Ainda Estou Aqui” faturou US$ 27,4 milhões (R$ 159 milhões).
Neste Oscar 2025, além de vencedor na categoria Melhor Filme Internacional e da indicação na categoria Melhor Atriz, “Ainda estou aqui” foi indicado na categoria Melhor Filme, a principal premiação da noite, que teve “Anora” como o grande vencedor.






