
PAÍS. “Ainda estou aqui” venceu o prêmio de melhor filme internacional no Oscar® 2025, que começou na noite deste domingo (02) no Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA). A vitória é inédita para o Brasil, sendo a primeira estatueta para o país na categoria desde a edição inaugural da premiação, em 1929.
Dirigido por Walter Salles, “Ainda Estou Aqui” disputava o troféu com “A garota da agulha” (Dinamarca), “Emilia Pérez” (França), “A semente do fruto sagrado” (Alemanha) e “Flow” (Letônia). A categoria foi anunciada pela atriz Penélope Cruz, que entregou a estatueta à Salles.
Inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” é o primeiro original Globoplay. O filme ainda concorre em duas categorias na cerimônia do Oscar: melhor atriz (Fernanda Torres) e melhor filme.
O longa conta a história real de Eunice Paiva (papel de Fernanda Torres), advogada e ativista que passou 40 anos procurando a verdade sobre o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello). O ex-deputado federal foi assassinado durante a ditadura militar.
“Em nome do cinema brasileiro, é uma honra tão grande receber isso de um grupo tão extraordinário. Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande no regime tão autoritário, decidiu nao se dobrar e resistir… Esse prêmio vai para ela: o nome dela é Eunice Paiva. E também vai para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse o diretor Walter Salles durante seu discurso e agradecimento.
A produção é a terceira maior bilheteria já registrada pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) desde 2018, quando começa a série histórica. O longa foi visto por mais de 5,1 milhões de espectadores no Brasil. No exterior, “Ainda Estou Aqui” faturou US$ 27,4 milhões (R$ 159 milhões).
“Ainda estou aqui” disputa ainda duas outras categorias nesta noite. Está indicado na categoria de melhor atriz, com Fernanda Torres, e melhor filme, o principal prêmio da noite.






