
RIO NEGRINHO. Dando sequência a nossa série com os ex-vereadores que foram absolvidos pela Justiça no chamado caso das diárias, entrevistamos também o ex-vereador Arlindo André da Cruz, o Piska.
Conforme publicamos no início desta tarde, juntamente com os demais ex-parlamentares Artemio Correa e Osmar Anton, o Osmar Bombeiro, ele foi absolvido pela justiça após sentença publicada na tarde de ontem (27), pelo juiz Rodrigo Clímaco José.
Os três faziam parte do grupo de 19 pessoas da cidade que foram acusadas de usar dinheiro de diárias da Câmara para realizar cursos fantasmas em Curitiba (PR). A denúncia partiu do Ministério Público após investigações da DEIC (Divisão Estadual de Investigações Criminais) e Polícia Civil, na qual foram acusados políticos e servidores de várias cidades, incluindo São Bento do Sul e Tijucas.
“Meu sentimento é de alegria e de alma lavada. Estou honrado, principalmente com minha família, minha filha, pai, mãe, irmãos e esposa. Jamais ia fazer algo que denegrisse a imagem da minha família e que fosse contrário à educação que tive. Sempre tive uma conduta transparente dentro da Câmara, com muito respeito à comunidade. Sei que tive erros também, mas sempre tive a virtude de ser um homem honrado, sério e honesto. Nunca ia deixar isso cair por terra”.
Piska salientou que já perdoou as pessoas que segundo ele, usaram a acusação que sofria para tentar denegrir sua imagem.
“Muitos tentaram denegrir minha imagem e meu nome. Mas peço que Deus perdoe essas pessoas, porque eu já perdooei. Peço que a Divina Providência seja feita e dê uma mente positiva para as pessoas, para que melhorem e não falem mal dos outros sem essa pessoa ter sido julgada e condenada”.
Ele finalizou deixando claro que vai apostar em seu futuro político.
“Está aí a prova de Deus! Estou feliz por tudo que passei e cada vez mais forte. Daqui a alguns anos teremos novidades e voltarei mais forte ainda”.
Reforçando seu sentimento de gratidão, ele ainda lembrou dos seus eleitores, que lhe confiaram seus votos em todas as vezes que se candidatou à Câmara. Ele foi eleito vereador por três ocasiões.
“Hoje estou honrando eles também, que não desacreditaram de mim”.
Acusações
Os vereadores de Rio Negrinho que foram acusados no caso ocuparam o cargo entre 2007 a 2012 e um exerceu a função em 2016. Nem todos os parlamentares desse período se tornaram réus ou foram acusados da participação no suposto esquema.
Conforme as investigações, que começaram em 2015, os envolvidos de Rio Negrinho teriam retirado R$ 479.479,03 de diárias para a participação nas capacitações, valor que conforme a Polícia Civil, estaria estimado em mais de R$ 1 milhão em 2018.
Na decisão, dentre vários fatores, o juiz considerou também as provas testemunhais e documentais apresentadas pelos vereadores -como certificados dos cursos, relatórios de atividades, comprovantes de viagens e outros – e entendeu que conforme os materiais, os cursos ocorreram de fato, não se tratando de “cursos fantasmas”, porém foram apontados como sendo capacitações fracas, o que por si só não se enquadraria nos crimes sugeridos pela denúncia. CONFIRA MAIS DETALHES:





