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Vereadores rejeitam requerimento que cobrava da Secretaria de Educação, informações a respeito de trabalho com a temática LGBTQIA+ na Escola Henrique Liebl, em Rio Negrinho

RIO NEGRINHO – O vereador Ineir Miguel Mittmann, o Kbelo (PSC), teve rejeitado seu requerimento que cobrava da Secretaria de Educação, informações sobre o objetivo da aula de Artes ministrada na Escola Municipal Prefeito Henrique Liebl, do bairro Jardim Hantschel, no último dia 15 de julho, com a temática LGBTQIA+, em uma abordagem sobre a diversidade de gênero para alunos do 9° ano.

A apresentação do requerimento foi um pedido que o pastor Ismael Azevedo da Silva, presidente do Conselho de Pastores, fez ao vereador na sexta-feira (16), após a polêmica que se instaurou na cidade em função das imagens da realização do trabalho.

No documento, Kbelo cobrava o fornecimento de cópia do plano de aula e diário do professor responsável pelo trabalho, bem como a idade e série dos alunos presentes na referida aula.

O requerimento ainda questionava os motivos que levaram a escola a fazer a publicidade da aula em ambiente externo à sala de aula, expondo a temática a todos os alunos, independentemente de idade. Na justificativa, o parlamentar citou a ampla repercussão nas redes sociais e preocupação entre pais de alunos que frequentam a unidade.

“Esse assunto ocupou as redes sociais com bastante intensidade essa semana. Acredito que a equipe da escola teve boa intenção e não vou entrar no mérito da discussão. Não vou falar de achismos, mas houve repercussão e pessoas me procuraram para pedir essas informações”, argumentou Kbelo durante a discussão do assunto.

“O trabalho da escola precisa ser respeitado, mas é preciso saber, é fundamental que essas informações venham para que possamos dar uma opinião sobre o assunto”, completou o parlamentar.

Cássio Alves, o Cassinho (PSD) se posicionou contrário ao requerimento com a argumentação de que cada um tem sua opinião e essa deve ser respeitada.

“Muitas pessoas não entendem o real papel da educação, isso faz imaginar que vivemos ainda em uma época medieval”, defendeu.

Já Alessandra Cristofolini (PSL), que é também professora, defendeu que temos que respeitar todas as opiniões.

“Penso, como professora, que a escola deve acionar seu Conselho Escolar, formado por pais, alunos e professores e cabe a esse conselho, junto com a direção da escola e secretaria de educação, a decisão”, opinou.

Por fim a também professora Roseli Zipperer do Amaral (PSDB) disse acreditar que o professor responsável pelo trabalho, o fez com a melhor das intenções, mas defendeu o requerimento visando elucidar o fato, sem condenar professor ou escola. O requerimento acabou recebendo cinco votos contrários e apenas três favoráveis, que foram do próprio vereador Kbelo e de Maneco e Rose.

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