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Eles venceram a Covid-19. Rio-negrinhenses contam momentos difíceis pelos quais passaram após contrair a doença

RIO NEGRINHO. Nesta semana fez um ano que Santa Catarina em especial foi impactada pelo Lockdown em prevenção às primeiras contaminações por COVID que começavam a acontecer. E nesse cenário, desde então, houve muitos contaminados, muitas pessoas que não desistiram ao vírus e também aqueles que literalmente venceram o COVID. E nesta, que é a terceira reportagem da nossa série sobre um ano de pandemia ( confira os links das duas outras reportagens no final da matéria ), você confere as histórias de Luiz Antônio Carvalho e sua família, que sofreu momentos de apreensão, pois ele ficou internado em outro estado, bastante distante e Juliano Gustavo Meyer. Os dois fazem parte das 2062 pessoas que desde o início da pandemia foram curadas de COVID em Rio Negrinho. Um dos primeiros rio-negrinhenses a ter complicações sérias por causa da Covid-19 [caption id="attachment_44771" align="alignnone" width="225"] Luiz ( na foto, sem camisa ) comemora a cura da doença[/caption] Luiz Antônio de Carvalho, de 58 anos, que é caminhoneiro, foi um dos primeiros rio-negrinhenses a ter complicações sérias por causa da Covid-19, ainda em maio do ano passado. Ele chegou a ficar 18 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Araguaína, em Tocantins, onde chegou a ficar intubado. “O ano passado foi bem difícil mesmo. A recuperação do meu pai durou cerca de 40 dias em casa e fazendo fisioterapia. Ele foi se recuperando e ficou bem, recuperou o peso e os movimentos e já está na ativa”, conta a filha Kamila. A filha conta ainda que mesmo com tudo o que seu pai passou, com muitos momentos difíceis, ele está trabalhando com força e com coragem. “Ele não larga por nada o que ele mais ama fazer, que é a sua profissão. O medo assombra todo mundo mas precisamos pôr na mão de Deus, que Deus sabe o que faz”, destaca Kamila. Ainda de acordo com ela, em geral a família segue bem e tenta conviver com essa realidade que assombra o mundo inteiro. “Infelizmente é nossa realidade de momento, só vamos ficar tranquilos a hora que voltar ao normal e está difícil isso acontecer. O momento é de lembrar aquela frase que diz para vivermos o hoje pois o amanhã pode não chegar. É a triste realidade”, cita ainda. “Pensei que nunca mais sairia do hospital” Luiz também falou ao Nossas Notícias e relatou que não imaginava sair com vida da UTI quando sofreu as complicações do coronavírus. “Eu pensei que nunca mais sairia do hospital, que nunca mais veria minha família”, conta. “Mas agora, passado esse tempo, já estou com a saúde boa, na ativa, e só tenho a agradecer a Deus”, diz. “Até recuperei meu peso, na verdade acho que estou com uns 30 quilos a mais do que no período em que fiquei internado”, brinca. O caminhoneiro também teme uma reinfecção pela doença, mesmo tomando todos os cuidados. “A doença está por ai, mais forte do que nunca. Só se houve falar nisso nos noticiários e além do mais, a gente que viaja por ai vê que muitas pessoas não estão se cuidando, não estão levando a sério, mesmo com tantas mortes”, cita. “Duas semanas muito difíceis”, lembra Juliano Meyer O fato de não ter necessitado de internação por ter contraído a doença, não significa que a pessoa positivada não tenha sintomas dolorosos. É o que garante Juliano Gustavo Meyer, de 37 anos, que é designer autônomo e contraiu a Covid-19 em novembro do ano passado. “Foram duas semanas muito difíceis onde dormia e acordava com febre e dores de garganta que nunca tive, nem no meu pior resfriado”, conta. “Tosse, cansaço extremo, dores no corpo inteiro e principalmente na cabeça e nas costas foram os piores sintomas. Tinha dias que acordava me sentindo até bem pela manhã, mas a tarde voltavam todos os sintomas”, complementa ele. Juliano conta que a medicação inicial prescrita não surtiu o efeito esperado e que somente com a troca de medicamentos pode perceber uma melhora em seu organismo. “Após realizar o exame PCR houve a substituição por ivermectina a azitromicina e acabaram os sintomas”, frisa. Situação pela qual muitos positivados da doença passaram, Juliano também diz ter perdido o olfato e paladar. “Mesmo após ter melhorado da Covid, ainda fiquei um bom tempo sem esses sentidos”, relembra ele que diz não imaginar como pegou a doença. “Mesmo tomando os cuidados como o uso de máscara, em algum momento houve um descuido, devo ter tido contato com algum infectado e acabei pegando. Posso ter colocado a mão em algum local com a presença do vírus e depois ter tocado o rosto, por exemplo”, sugere. Leia também: Um ano de pandemia: rio-negrinhenses contam como foi perder os pais para o COVID-19 Ex-secretária de Saúde, Fátima Afonso fala sobre os desafios encontrados em meio ao surgimento dos primeiros casos de Covid-19 em Rio Negrinho Promoções

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