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Respondendo perguntas sobre o coronavírus e os testes para detectar a doença

Adiajnye Leslye é biomédica, patologista clínica e microbiologista além de sócia proprietária do Proll Vida Laboratório de Análises Clínicas, em Campo Alegre e professora da Unisociesc de São Bento do Sul.[/caption] “A cura do Covid está no remédio X!” “Fim do mundo tem data marcada!” ” Elvis não morreu!” São tantas as informações, tantas redes sociais, muitas pessoas promovendo movimentos, digital influencers na mídia relatando diversas coisas que a população em geral se sente confusa. O mais complicado nesse momento, são as fake news (informações que não procedem). O WhatsApp é uma ferramenta que facilmente dissemina informações e ao mesmo tempo que facilita a vida das pessoas sobre acesso a informações, também pode complicar situações como essa em que estamos conhecendo o Coronavírus. E afinal, o que considerar verdade ou inverdade? A melhor maneira, antes de compartilhar uma informação, é pesquisar na própria internet (a exemplo, o Google) sobre aquele fato, e observar o que dizem sobre ele. De forma mais correta, saber a procedência da informação a nível científico. O Nossas Notícias é um ótimo canal, pois conta com diversos profissionais com fontes confiáveis, para apresentar assuntos relevantes. E o mais legal é poder receber a devolutiva de quem lê! No artigo anterior, sobre alguns esclarecimentos do Covid, recebi alguns questionamentos. Se o Coronavírus veio do Morcego por que eles não morrem?, perguntou um seguidor Então. A questão complexa está no fato de que os morcegos são capazes de conviver com alguns tipos de vírus sem adoecer. O morcego é um animal que rende alguns estudos científicos, por que curiosamente, pode conviver bem com alguns vírus e simplesmente não sofrer danos com eles. A exemplo, se conhece o vírus da raiva, que algumas espécies de morcego apresentam e transmitem. Este, é mortal ao ser humano, enquanto para os morcegos é inofensivo. Inclusive, tivemos casos de raiva registrados na semana passada, em animais na região entre Pirabeiraba e Campo Alegre. O que acontece é que o ser humano invadiu o espaço dos morcegos, e, no caso da China, o morcego faz parte da culinária exótica. Coronavírus pode ser feito em laboratório? Outra pergunta de um seguidor Sim, ele pode ser reproduzido. A partir de uma amostra conhecida, ele é mapeado geneticamente e pode ser reproduzido para estudos. A Universidade de São Paulo – USP fez essa reprodução para estudo aqui no Brasil, uma vez que o vírus teve início dos casos fora do nosso país, ele precisava ser importado, e isso se tornou caro, então, através dos dois primeiros pacientes contaminados em São Paulo, a USP conseguiu reproduzir uma amostra controle para poder replicar e dividir com outros centros de estudos. Sobre os exames, por que uns demoram 7 dias para resultado e outros anunciam resultados em 2h? Certo, estamos falando de exames diferentes, e de metodologias diferentes. Seria uma comparação entre, ir andando para o Hospital de Rio Negrinho, pelo morro, e, ir de carro pelo mesmo caminho. Seria o mesmo caminho, mesmo destino de chegada, porém com métodos diferentes. O exame prometido em 7 dias, se chama PCR (Reação em Cadeia de Polimerase) é um exame a nível de biologia molecular, ou seja, envolve a identificação genética do vírus. Ele mostra a presença do vírus em um indivíduo com sintomas entre 2 a 8 dias. Não são muitos os laboratórios que realizam no Brasil, e, no caso de doenças de notificação, existe todo um sistema e processo delicado. Esse seria o exame comparado a subir o morro do hospital andando, precisa de tempo para olhar tudo ao redor. Não quer dizer que ele é lento, quer dizer que ele demanda mais tempo mesmo. Por que precisa identificar a presença do vírus de forma genética no sangue da pessoa supostamente contaminada. No caso dos testes rápidos, este, veio para “aliviar” a fila de espera pelo PCR. Os testes rápidos são indicados para pessoas que apresentam sintomas a uma semana e pode ser realizado a qualquer momento da vida. Ele indicará se há o vírus no momento do teste ou se já houve contato com o vírus em algum momento da vida. Nosso organismo tem a imunidade como o conjunto de chave e fechadura. O vírus é a chave e nossas células a fechadura. Nós criamos a imunidade a partir do momento que o vírus entra em contato conosco, e fica registrado então aquele modelo de chave na nossa fechadura. Pois bem, este exame é mais rápido, sim, como subir o morro do hospital de carro. E demonstra então dois resultados em um só exame. Ele simula em uma fita, o efeito de fechadura, e se, em nosso sangue consta o vírus, representando a chave, vai aparecer nesta fita. No demais, estejamos todos conscientes dos cuidados, de lavar as mãos, usar máscaras sempre que possível próximo das pessoas, e, evitar aglomeros. Abraço e até a próxima semana!  Feliz Páscoa a todos! ]]>

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