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Casal de Rio Negrinho é vítima de novo golpe financeiro na cidade

[caption id="attachment_21827" align="alignnone" width="300"] Foto Ilustrativa/ Depositphotos[/caption] RIO NEGRINHO. “Acabamos de sofrer uma fraude”. Foi com esse desabafo que A.A.A  (apenas um pseudônimo, pois a esposa e o marido, a quem vamos chamar de B.B.B., estão abalados pela situação e pediram para não serem identificados ) acionou a reportagem do Nossas Notícias às 19h52 desta quinta-feira (02). A.A.A. contou que o casal estava em casa quando o marido recebeu uma ligação de um número com código 011, que é de São Paulo ( SP ). “Chamou uma vez e não atendemos. Chegamos a brincar que a quarentena devia ter acabado. Porém, o telefone tocou de novo e meu marido acabou atendendo”.

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Do outro lado da linha, A.A.A. falou que estava uma mulher, que com postura extremamente profissional, disse ser funcionária do banco onde o casal mantém conta. Ela avisou B.B.B. que seu cartão bancário havia sido clonado e que havia sido feita uma compra de R$ 1.900,00  em nome dele nas lojas Americanas em Curitiba ( PR) e duas tentativas de saque de R$ 500,00 além de  outro pagamento de R$ 290,00. “A moça então o orientou a  ligar para o número do banco que fica no verso do cartão. Ele ligou e não demorou muito para ele ser atendido por outra moça, que disse que gerou um protocolo de atendimento, exatamente como fazem nos bancos. Então ele contou o ocorrido para ela e ela solicitou que ele confirmasse os números dos cartões e digitasse a senha de cada um. Assim ele fez porque até então é um procedimento normal que a gente fez quando liga na operadora”.
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  A mulher falou então que B.B.B. precisaria entregar o cartão urgentemente na agência do banco em Mafra ( SC ). “Meu marido disse que naquele momento não tinha como ir até Mafra. Foi aí que ela disse que iria solicitar o serviço de um motoboy de confiança e  passou o nome completo, CPF e RG de um homem que viria até a nossa casa recolher o cartão. Ela também passou um código de segurança que esse motoboy teria que confirmar quando o cartão fosse entregue em um envelope ainda, com uma carta escrita à mão solicitando perícia. E fizemos tudo exatamente dessa forma e tudo se confirmou. Inclusive o motoboy falou bem certo o número do código de segurança”. Segundo A.A.A. o homem foi até a residência do casal. ” Ele não tinha aparência conhecida. Era moreno claro, de estatura média”.
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Durante esse período, A.A.A. disse que seu esposo permaneceu tempo com a mulher “do banco” ao telefone. ” Ela inclusive deu várias orientações sobre golpes. Quando o cartão já havia sido entregue, ela solicitou que meu marido desligasse o celular por causa dos aplicativos e ligasse quando ela solicitasse para reiniciar o aparelho”. Logo depois ela solicitou que  ele ligasse novamente o celular e  “gerou um protocolo” dizendo que tudo estava cancelado.
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” Logo começamos a receber mensagens de SMS informando que havia sido feito mais de R$ 9 mil em compras, excedendo todo o limite do cartão e saques de R$ 2.290,00 da conta corrente, que era parte do salário que meu marido havia recebido há poucos dias”. Na mesma noite, assim que perceberam que haviam sido vítimas de um golpe, A.A.A. disse que o casal tentou acessar as contas bancárias, sem sucesso. Ela também falou que eles tiveram dificuldade de contatar o verdadeiro banco do qual são correntistas e acreditam que foi devido a redução de pessoal que está havendo em função da quarentena. Outra medida tomada pelo casal na mesma noite foi o registro de um Boletim de Ocorrência via internet, na Delegacia Virtual. “Acreditamos que a primeira pessoa que ligou rapidamente fez a clonagem do telefone, já direcionando a linha e consequentemente a ligação dele para uma falsa central de atendimento bancário. Mas foi tudo tão profissional, tão idêntico ao atendimento bancário padrão, que meu marido acreditou todo o tempo que estava realmente falando com uma profissional do banco de verdade”. No dia seguinte
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Na sexta-feira (03), eles contaram que foram até a agência bancária, relatar o que havia acontecido e buscar um ressarcimento além de pedir o verdadeiro cancelamento do cartão. “Tivemos resposta do banco sobre os saques no caixa eletrônico: eles negaram o ressarcimento e agora iremos entrar com ação judicial”, lamentou. O retorno da Polícia Civil, acionada on line, foi rápido e também via internet. “Eles responderam o nosso registro de ocorrência, dizendo que a denuncia já havia sido encaminhada e que uma investigação seria iniciada, inclusive com buscas de imagens para identificar o falso motoboy que veio até nossa casa”.
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Como informamos no início da matéria, o casal está bastante abalado com a situação e quer se preservar de pré-julgamentos. “Estávamos tão felizes, conversando e brincando na sala! Esse golpe veio como se um muro enorme desabasse sobre nossas cabeças! Sei que muitos vão falar, criticar….Do tipo.. ‘Nossa! Mas como caiu num golpe desses?’; ‘ Mas o cara não deveria entregar os cartões assim!’; ‘Nossa mas o banco nunca manda motoboy!!!’..  Então eu digo: não desejo isso para ninguém e antes de criticar devemos ter certeza do que realmente aconteceu, como a pessoa foi envolvida para cair no golpe, sem ficar dando continência a esse tipo de atitude, acreditando sempre que tudo é normal…A questão é: até  quando seremos vítimas desses típicos golpistas na sociedade?”. A.A.A. finalizou destacando que o casal decidiu divulgar o que houve para alertar a comunidade e evitar que outras pessoas sofram a mesma decepção que eles. Eles fizeram uma pesquisa na internet e descobriram que o golpe que sofreram é conhecido como o “golpe do motoboy” e já é aplicado em outras regiões do Brasil. (Leia clicando no link abaixo). A reportagem do Nossas Notícias consultou a Polícia Militar e a Polícia Civil para saber se havia registro de outras vítimas desse golpe em específico em Rio Negrinho mas conforme as autoridades até então não havia nenhuma ocorrência neste sentido. https://m.migalhas.com.br/depeso/311417/o-golpe-do-motoboy-e-a-responsabilidade-das-instituicoes-financeiras
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