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São Bento do Sul terá processamento de lixo inédito no Brasil

SÃO BENTO DO SUL. Mais uma vez, São Bento do Sul será referência em questões ambientais. Só que desta vez, além do fator ambiental, o tecnológico também será destaque. O Samae está investindo R$ 5,6 milhões na aquisição de uma estrutura para processamento de lixo inédita no país, a qual transformará o lixo gerado na cidade em dois produtos finais: material sintético para utilização em infraestrutura, e energia.

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Conforme explica o presidente do Samae Fridolino Van Den Boom, “nós estamos desde 2017 buscando soluções inovadoras para a questão do lixo aqui no município. Após um intenso trabalho da equipe na realização de pesquisas e visitas técnicas, chegamos a um projeto inovador e que praticamente irá zerar o lixo levado ao aterro sanitário no município. Estamos realmente muito entusiasmados com tudo isso e aguardado para o início das operações da nossa processadora de lixo, que deverá ocorrer em no máximo seis meses”, disse.
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O analisa de saneamento do Samae, Marco Rodrigo Redlich, destacou o fato da situação inédita no país quando se trata de praticamente zerar a quantidade de lixo que é destinada ao aterro sanitário. Conforme Marco, “São Bento do Sul estará realmente em outro patamar quando o assunto é destinação do lixo”, disse. Lixo “quase” zero
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A unidade de processamento de lixo que o Samae acabou de adquirir é uma estrutura que, após montada, receberá todo o lixo coletado e transportado pela Transresíduos, ou seja, 1200 toneladas de lixo por mês. Inicialmente uma equipe trabalhará em uma esteira na separação de alguns itens considerados de valor agregado como garrafas pets, plásticos, vidro, papelão e ferro ou metais, que serão repassados à Cooperativa de Catadores.
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Após esta seleção a esteira levará todo o lixo para a unidade de processamento que irá automaticamente separar o lixo orgânico do lixo sintético, iniciando dois processos distintos: – A produção de flake, um material sintético que será aquecido através de processo mecânico sem queima, ou seja, sem poluir o ambiente, e que irá gerar a matéria-prima para a produção de peças sintéticas pré-moldadas como pavers, meio-fio, tijolos, tampas de PV e tubos para rede pluvial inicialmente, e – A geração de energia através do material orgânico em um biodigestor.
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O destaque destes processos é a quantidade de lixo gerado. Como das 1200 toneladas de lixo geradas mensalmente temos 600 toneladas de lixo orgânico, no processo de geração de energia através do biodigestor os resíduos finais serão o equivalente a 10% de todo o material, ou seja, apenas 60 toneladas de lixo seco e prensado que serão destinados ao aterro sanitário. No que se refere às seiscentas toneladas de lixo comum, não orgânico, 100% do material será utilizado na produção do flake ou na separação de reciclados, não gerando absolutamente nenhum resíduo para o aterro sanitário.
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Com estes processos, apenas 5% de todo o montante de lixo coletado no município serão levados ao aterro sanitário. Economia Com estes dados é possível calcular a economia que será gerada. Os R$ 3,74 milhões investidos para as máquinas de processamento de lixo e os R$ 1,9 milhões investidos para o biodigestor terão um retorno, ou seja, se pagarão em pouco menos de 4 anos. Somente na produção de energia com a queima dos gases gerados pelo material orgânico no biodigestor, serão gerados inicialmente R$ 30.000,00 por mês em energia elétrica, o que ajudará o Samae que tem em média um gasto mensal na casa dos R$ 220 mil, e que passará para R$ 250 mil mensais quando todas as elevatórias da rede de esgoto das sub-bacia 1 e 2 entrarem em operação. Quanto ao lixo não orgânico, que será transformado em peças pré-moldadas de altíssima resistência, todo o material poderá ser utilizado pelo próprio Samae ou repassado à Secretaria de Obras ou EMHAB, por exemplo.
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Para se ter uma ideia, com estas quantidades poderiam ser produzidas 22 mil peças de meio-fio por mês, totalizando 17,5 quilômetros do material. Com estes dados, das 1200 toneladas mensais de lixo que custam ao Samae hoje R$ 90,00 a tonelada para movimentação no aterro sanitário realizados pela Transresíduos, representando o montante de R$ 108.000,00 mensais, somente 60 toneladas serão destinadas ao aterro sanitário, gerando gasto mensal de R$ 5.400,00, totalizando uma economia somente neste item de movimentação no aterro de R$ 102.600,00 ao mês, ou, mais de R$ 1,2 milhões ao ano.
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Se calcularmos de forma simples a economia para a estrutura do aterro sanitário, a atual célula que recebe o lixo diariamente tem vida útil até o mês de junho do próximo ano (2021), e o Samae desde o ano de 2019 trabalha nos projetos para uma nova célula no aterro, que tem custo de implantação de R$ 1,7 milhões e vida útil de três anos e meio. A partir do momento do início das operações no processamento do lixo em São Bento do Sul, com a redução da quantidade de lixo destinado ao aterro, que passará de 1200 toneladas ao mês para 60 toneladas ao mês, ou seja, somente 5% do montante atual, a vida útil da célula no cenário atual passará dos três anos e meio para 70 anos. Em um cálculo simples, mantendo o total mensal de 1200 toneladas de lixo gerados, o Samae irá economizar neste período o total de R$ 34 milhões em novas células e mais R$ 86,1 milhões com movimentação de lixo no aterro, isso sem considerar todos os gastos com projetos, licenciamento ambiental, tratamentos e atualizações da valores. Destaque ambiental
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São Bento do Sul já é destaque no cenário nacional com o PSA, e a partir deste momento será destaque também como único município do país a praticamente zerar a quantidade de lixo  levada para o aterro sanitário. Aliás, o aterro sanitário de São Bento do Sul é considerado referência para o país com índice de 9,2 pontos conquistados na inspeção da Funasa realizada no ano de 2017. Outras ações também merecem destaque quando se fala em destinação de resíduos, como a implantação dos Eco Pontos para produtos recicláveis, e do LEV – Local de Entrega Voluntária, onde diversos materiais além dos recicláveis podem ser depositados pela população para que o Samae possa dar a correta destinação, além da própria Cooperativa de Catadores de Lixo, que trabalha na reciclagem de materiais descartados no município. Quanto a nova tecnologia de processamento de lixo implantada, conforme comentou Fridolino, “só estamos aguardando a instalação dos maquinários. Serão seis meses para tudo estar em funcionamento, e realmente todos da equipe estão ansiosos por este momento, pois será a materialização de um grande projeto construído a muitas mãos e que fará toda a diferença para São Bento do Sul, e posteriormente para muitos outros municípios que optarem por seguir este modelo”, finalizou.]]>

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