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Inscrições para o projeto Aflorar continuam abertas

RIO NEGRINHO. Pessoas que tem o hábito de cultivar plantas e que gostam de jardinagem estão convidadas para participar gratuitamente do projeto Aflorar, realizado pela Fundação de Cultura em parceria com a equipe do Museu Carlos Lampe e com a profissional em paisagismo Ciliane Augustin. Ela e a Cleia Anton, chefe de divisão do Museu e Arquivo Histórico, receberam a reportagem do Nossas Notícias para falar sobre o projeto, que acontece há três anos na cidade.

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Ciliane e Cleia contaram que a ideia do projeto surgiu quando estava sendo estudada uma revitalização do jardim do museu. “Esse trabalho poderia ter sido feito direto pela prefeitura ou através de uma empresa contratada,por exemplo. Mas naquela época decidiu-se por fazer um resgate da história do jardim do Museu, onde antigamente eram plantadas flores e também alimentos”.
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A partir daí foi feito um estudo histórico e um levantamento fotográfico do jardim bem como pesquisadas as formas de cultivo utilizadas há cerca de 50, 70, 80 anos. “A gente descobriu muita coisa e pela própria pesquisa e também por indicações, foi montado um cronograma através do qual a cada início de estação foram convidadas três pessoas para ir até o Museu contar a história das plantas que cultivam. Todas elas foram recebidas com um café,como se fazia antigamente. E também como se fazia antigamente elas trouxeram mudas de flores que doaram ao Museu e levaram mudas daqui”.
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Elas destacaram que o projeto rendeu muitas descobertas, tanto de técnicas de cultivo até então desconhecidas bem como descobertas de espécies de plantas que já não são mais encontradas em floriculturas. “O resultado do projeto tem sido surpreendente! Tem pessoas aqui na cidade que eram praticamente as únicas a terem certas plantas. Tudo isso fez com que o jardim do Museu não seja da prefeitura, de uma empresa ou meu; mas sim da comunidade, que passo a passo vem ajudando a construir este espaço”, frisou Ciliane.
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Dentre tantos momentos emocionantes, a história das plantas revelou também histórias de luta, dedicação e esforço por cada um dos que participaram da iniciativa até então. “Tivemos um casal que contou que quando casou, foi morar em uma cabana que não tinha nem janela. Como o marido era pedreiro, construíram casa, jardim e horta, sem gastar dinheiro, usando apenas recursos da natureza. Outra história que marcou foi a homenagem in memórian que foi feita a uma senhora que coincidentemente cultivava uma flor conhecida como ‘não se esqueça de mim’ (miosótis). Essa planta já quase não é mais encontrada hoje mas a partir de uma muda do jardim dela foi cultivada aqui no jardim do Museu”, enfatizou Ciliane.  
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Cleia, que cumpre expediente diário no Museu, contou que sente-se emocionada ao ver que o projeto vem surtindo efeitos práticos e sensibilizando também os visitantes. “Teve várias situações de pessoas que vieram ao Museu e ao ver as plantas e flores que foram plantadas aqui, dizem lembrar da infância, da ‘casa da oma’, e contando muitas histórias. É gratificante!”.
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Ciliane e Cleia finalizaram ressaltando que todos os interessados em participar do Aflorar serão muito bem vindos. “A Adriane Duffeck, que trabalhava no Museu no início do projeto, foi quem deu o nome de Aflorar. E é exatamente isso que ele faz com todos! Aflora história, lembranças, técnicas de plantio e muitas emoções”. MAIS INFORMAÇÕES Os interessados em saber mais sobre o projeto podem entrar em contato pelo fone 36445513 ou (47) 9.91556510. Acompanhe o Projeto Aflorar no Facebook: https://www.facebook.com/Projeto-Aflorar-Rio-Negrinho-2072553456339693/
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