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Liberação do FGTS: economista e coaching financeiro, Alexandre Poffo dá dicas de como usar o valor da melhor forma

RIO NEGRINHO. De acordo com dados do governo federal, em breve 96 milhões de brasileiros serão beneficiados com a liberação de até R$ 500,00 de contas ativas e inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Os saques deverão ser liberados a partir de um cronograma que começa em setembro deste ano com pagamentos que seguirão até março do ano que vem. A liberação animou a muitos, deixou outros na indiferença e ainda causou várias dúvidas quanto ao uso do recurso por parte de outros tantos. Afinal, dá para fazer alguma coisa com esse valor? Vale a pena sacar agora? ORIENTAÇÕES DE UM PROFISSIONAL

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Para orientar nosso público com relação as melhores formas de usar o dinheiro, nossa reportagem esteve no Café Boutique Cedro Rosa nessa semana, onde conversou com o economista, coaching financeiro e palestrante Alexandre Poffo, que esteve na região realizando uma série de palestras pela Civia Cooperativa de Crédito. Confira os insights do profissional!

1. Utilize o recurso com consciência 

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Como alguém que estuda finanças e convive com várias realidades, Poffo aconselhou os beneficiários a usar o recurso com consciência. “Às vezes ouço as pessoas dizerem que R$ 500,00 é muito pouco. O que posso dizer é que quem não valoriza R$ 500,00 não vai valorizar R$ 5 mil. Digo isso porque como coaching atendo pessoas que ganham R$ 1 mil e que ganham R$ 100 mil. Eu vejo gente endividada ganhando R$ 100 mil e vejo gente conseguindo viver com R$ 1500,00; R$ 2 mil reais”.

2. O que fazer com esse dinheiro? 

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O especialista destacou que essa é a pergunta mais importante a se fazer. Segundo ele, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas que diz que a dívida média do brasileiro hoje é em torno de R$ 3,2 mil. Porém 37% da dívida é abaixo de R$ 500,00. PAGUE CONTAS EM ATRASO “Então se a gente for analisar que quase 40% tem esse valor em dívida creio que se a pessoa, sacando esse dinheiro, regularizar sua vida financeira vai fazer o melhor uso do valor. Então, minha dica é a seguinte: se você está com conta em atraso, aproveite para pagar. Não gaste em coisas que não são importantes”, essa é a primeira dica. GUARDE UMA PARTE PARA FAZER UMA RESERVA FINANCEIRA
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Poffo também lembrou das pessoas que tem uma vida financeira um pouco mais estável e estão com as contas em dia. “Para elas minha dica é para que façam uma reserva. Guarde uma parte desse valor e poupe para você. Depois você tira uma parte e se diverte ou faz uma compra”. RESERVE PARA AS DESPESAS EXTRAS QUE ESTÃO VINDO  Outra opção lembrada pelo economista é a de se reservar o valor para pagamento de tributos como IPTU, IPVA, material escolar e ainda se preparar para um final do ano mais tranquilo. GASTE COM EQUILÍBRIO 
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O expert em finanças destacou ainda que acima de tudo é preciso, sempre, gastar com equilíbrio. “É importante ter essa consciência e lembrar que esses R$ 500,00 não vieram de graça. Você trabalhou para juntar esse dinheiro, portanto valorize esse momento e trabalhe esse dinheiro com qualidade”.

3. Um detalhe importante 

Alexandre apontou ainda para um detalhe importante. “Tem casal que junto vai sacar R$ 1 mil. Quando não as vezes tem outra conta inativa que pode chegar até a mais de R$ 500,00 porque o saque é das contas ativas e inativas também. Para quem sabe trabalhar o dinheiro esses R$ 500,00 darão um fôlego”.

4. Consciência e educação financeira em família

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Além de trabalhar em projetos de seu instituto (Instituto Realizarem), Poffo atende cooperativas de crédito, empresas e profissionais de diferentes setores e perfis financeiros. Com base em sua experiência, ele comentou que o que falta para que muitas pessoas tenham uma vida financeira mais equilibrada, independentemente do salário  que recebam, é preciso que desenvolvam consciência da sua situação. “A gente não consegue resolver um problema que a gente não conhece. O primeiro passo para isso é se conhecer. Por isso digo: façam educação financeira dentro das suas casas! Hoje as famílias acabam não se conversando sobre dinheiro. É preciso saber de onde o dinheiro vem e para onde o dinheiro vai; senão vamos estar tomando decisões no escuro e no escuro não vai dar certo”. Alexandre lamentou que hoje em cerca de 70% dos lares não seja feito um orçamento doméstico. “As famílias tem que sentar e fazer um orçamento doméstico. O casal, os filhos, todos que moram na casa, independente de estarem trabalhando. Não precisa fazer uma planilha de Excel ou algo profissional. Um papel e uma caneta bastam. Tenho certeza absoluta que o resultado será além do esperado”.  ]]>

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