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"O que a maioria dos abusadores diz é que as vítimas 'pediram' para ser abusadas", lamenta delegado de Rio Negrinho

Anúncios RIO NEGRINHO. Sábado (18) foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. E naturalmente, em todo o Brasil, várias ações e campanhas foram realizadas para marcar a data. E em Rio Negrinho não foi diferente. Na sexta-feira (17), a equipe da Secretaria de Assistência Social decorou a cidade com banners e flores amarelas – símbolo padrão da data – em locais estratégicos do centro da cidade.

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O município, mesmo considerado pequeno – tem pouco mais de 40 mil habitantes – infelizmente tem somente nos primeiros cinco meses deste ano, dez inquéritos de estupro de vulnerável instaurados, conforme o delegado Rubens Passos de Freitas.
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Ele comentou que o número, considerado alto, causou um certo espanto e disse que notou nos depoimentos dos acusados de abuso uma triste justificativa em comum. “Quando questionados sobre o motivo dos crimes, eles costumam dizer que as vítimas ‘pediram’ ou ‘queriam’ ser abusadas”. Passos relatou que recentemente,ao tomar depoimento de um acusado de ter abusar de uma criança, ouviu a homem dizer que havia cometido o ato “porque o menino vivia querendo sentar no seu colo”. “Percebi que a mente do abusador é bastante deturpada, pois confundem o carinho e a inocência de uma criança ou mesmo adolescente como insinuação sexual. Os depoimentos evidenciam também que os abusadores acreditam que a todo momento e demonstração de amizade ou afeto, existe alguém desejando uma relação sexual, independente da idade da pessoa”.
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Ele frisou ainda que qualquer tipo de ato libidinoso ou conjunção carnal com menores de 14 anos é considerado estupro perante a lei.
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“Mesmo que a própria vítima diga que quis manter a relação sexual, o crime é caracterizado com previsão de prisão ao autor”. Denúncias e procedimentos Passos informou que denúncias de abuso sexual podem ser feitas pelo telefone 181 ou diretamente na Delegacia de Polícia.
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“É registrado o Boletim de Ocorrência e a criança ou adolescente é encaminhada para atendimento em São Bento do Sul com a psicóloga policial. Também é feito o exame para verificar se houve conjunção carnal e depois dos resultados desses laudos começam as oitivas policiais”, explicou. ]]>

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