
RIO NEGRINHO . O tratamento quimioterápico de quem tem câncer é uma das maiores batalhas de quem convive e luta para vencer a doença. Aliado ao enfrentamento da doença também existe a questão psicológica com a queda de cabelos.
Mas um alento, se é que pode se dizer assim, para essa etapa do tratamento são as perucas confeccionadas a partir da doação de cabelos por parte da comunidade para a Rede Feminina de Combate ao Câncer.
E uma dessas voluntárias na doação é Neuza Salerno, que além de atuar junto a Rede Feminina, também colabora com a entidade doando seus cabelos para a entidade.
“Eu deixo crescer meu cabelo e faço a doação para as perucas da Rede Feminina. Quem faz as perucas são profissionais que realizam esse trabalho de forma voluntária também”, falou ela ao Nossas Notícias.
“Esse trabalho é feito com muita dedicação, carinho e capricho e as perucas ficam muito bonitas. Após serem encaminhados para esses profissionais, os cabelos retornam para a Rede Feminina com a peruca pronta e lá existe um espaço que forma o banco de perucas. As usuárias têm direito de ir lá, emprestar e já usar”, explica.
Segundo ela, depois que o cabelo cresce, as perucas são devolvidas ao banco de perucas para que outras usuárias possam usá-las.
“A doação é um ato de amor, de solidariedade com essas pessoas que perdem o cabelo na radioterapia e na quimioterapia. Nos dá muito prazer a doação, até mesmo crianças já doaram. Isso é educação para a solidariedade”, cita.
“O cabelo da criança é inclusive melhor para fazer peruca porque ele nunca levou pintura, tinta, química. É um cabelo virgem e ótimo para a peruca”, comenta ainda Neuza.
As doações de cabelo podem ser feitas diretamente na Rede Feminina e a funcionária Elide Muhlbauer é a responsável por receber as doações. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (47) 3644 0479.
“A gente recebe cabelo a partir de entre 15 e 20 centímetros para fazer as perucas para as pacientes. Quando recebemos as perucas de volta, fazemos toda uma higienização para poder emprestar para outras pessoas”, explica a presidente da RFCC, Alexandra Bacic.






