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Rio Negrinho: “o problema maior foi a perda do nosso colaborador, isso que nos deixa arrasados, o resto resolvemos”, lamenta empresário ao falar sobre previsão de retomada no atendimento de posto

Rio Negrinho: “o problema maior foi a perda do nosso colaborador, isso que nos deixa arrasados, o resto resolvemos”, lamenta empresário ao falar sobre previsão de retomada no atendimento de posto

Rio Negrinho: “o problema maior foi a perda do nosso colaborador, isso que nos deixa arrasados, o resto resolvemos”, lamenta empresário ao falar sobre previsão de retomada no atendimento de posto

RIO NEGRINHO. “O problema não é nem esse. O problema é a vida do nosso colaborador. Estou arrasado.” A declaração é de Fábio Espíndola, proprietário do Posto M7 e franqueado do Giraffas, ao falar sobre a morte do funcionário Jonathan Oliveira da Cruz, vítima do desabamento da cobertura do estabelecimento durante o temporal registrado na tarde de quarta-feira (4).

Questionado pela reportagem aqui do Nossas Notícias sobre a reabertura do estabelecimento, o empresário informou que a previsão é de entre 15 a 20 dias. No entanto, ele destacou que a preocupação neste momento está voltada à perda do colaborador.

“O resto temos seguros e tudo se refaz, mas uma vida, não tem o que reponha”, afirmou.

Fábio também comentou sobre a força do temporal e a estrutura atingida. Segundo ele, a cobertura era bastante reforçada, mas não resistiu à intensidade dos ventos.

Abalado, o proprietário declarou que isso nunca havia acontecido em nenhuma de suas várias empresas. Emocionado, ainda disse que não havia encontrado explicação para o ocorrido visto que para o posto inaugurar, foi feito um grande investimento.

A perícia técnica já esteve no local e os trabalhos de recuperação do posto devem começar em breve.

Como aconteceu a tragédia

Jonathan trabalhava como frentista no Posto M7, localizado às margens da BR-280, no bairro Industrial Sul, antigo Posto Samambaia/Nehring. Conforme relatos de colegas de trabalho, no momento em que a ventania começou, o jovem tentou entrar na conveniência e restaurante Giraffas, que funciona junto ao estabelecimento, para se proteger. Porém,não conseguiu acessar o espaço porque a estrutura desabou e o atingiu na cabeça.

As funcionárias Cleia Aparecida de Lima e Cleusa Maria Del Sotto conversaram com a reportagem e descreveram Jonathan como uma pessoa maravilhosa, trabalhadora, guerreira e educada.

Segundo elas, tudo aconteceu muito rapidamente. Após ser atingido, o jovem desmaiou e ficou sob a estrutura. Uma das funcionárias permaneceu ao lado dele até a chegada dos bombeiros, tentando conter o sangramento na cabeça.

A reportagem também conversou com Richard, bombeiro comunitário que almoçava no Giraffas no momento da ocorrência. Ele prestou os primeiros socorros até a chegada das equipes de resgate.

Enquanto isso, clientes e funcionários entraram em desespero. A gerente orientou que todos fossem para a área da padaria, incluindo crianças que estavam no estabelecimento.

Outro trabalhador ficou preso em uma área destinada à troca de óleo. Conforme as funcionárias, ele não conseguiu sair durante a ventania e começou a gritar por ajuda. Os bombeiros precisaram cortar a porta para retirá-lo do local.

Quem era Jonathan

Bastante abaladas, as colegas contaram que Jonathan trabalhava no estabelecimento havia aproximadamente um ano. Ele era casado e pai de três crianças pequenas. Também relataram que o jovem havia perdido o pai cerca de 15 dias antes da tragédia.

“Nosso colega era um pai excelente, se preocupava muito com os filhos. Um bom parceiro de trabalho. Sentimos muito pela família dele, pelos filhos e pela mãe dele”, relatou uma das funcionárias.

Velório e sepultamento

A Funerária e Plano São Gabriel comunicou o falecimento de Jonathan, conhecido como Jona. Conforme a nota, ele tinha 20 anos.

O velório está sendo realizado na Capela São Gabriel 1, a partir das 8h desta quinta-feira (5). A cerimônia de despedida está marcada para sexta-feira (6), às 15h30, na mesma capela. Em seguida, às 16h, o féretro seguirá para sepultamento no Cemitério Parque da Colina.

Nota de pesar

Em comunicado publicado nas redes sociais, o Posto M7 lamentou a morte do colaborador e informou que está prestando apoio e assistência à família.

A empresa também agradeceu o trabalho do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de todos que atuaram no atendimento à ocorrência. O estabelecimento permanece fechado.

Rio Negrinho: “o problema maior foi a perda do nosso colaborador, isso que nos deixa arrasados, o resto resolvemos”, lamenta empresário ao falar sobre previsão de retomada no atendimento de posto

Rio Negrinho: “o problema maior foi a perda do nosso colaborador, isso que nos deixa arrasados, o resto resolvemos”, lamenta empresário ao falar sobre previsão de retomada no atendimento de posto

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