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Federação das Indústrias de Santa Catarina defende mudanças em emenda da jornada de trabalho durante regulamentação

Federação das Indústrias de Santa Catarina defende mudanças em emenda da jornada de trabalho durante regulamentação

Federação das Indústrias de Santa Catarina defende mudanças em emenda da jornada de trabalho durante regulamentação

SANTA CATARINA. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) avalia que a aprovação pelo Senado Federal da PEC 221/2019, que reduz a escala 6×1 e a jornada de trabalho foi um equívoco e que trará consequências negativas para a economia brasileira. “Defendemos que durante a regulamentação da emenda constitucional sejam feitas adequações, especialmente a exclusão de setores que não conseguirão se adaptar”, diz o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

“A imposição de uma mudança generalizada por via constitucional ignorou as grandes diferenças existentes entre a realidade dos diversos setores produtivos. A decisão pode desequilibrar a sustentabilidade financeira e a competitividade de grande parte das empresas industriais, especialmente as exportadoras. Os pequenos e médios negócios serão os mais afetados”, acrescenta Seleme.

Estudo da FIESC aponta que em SC, redução da jornada aumentaria custo do trabalho em 11,4%, com risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil somente na indústria; impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

Em um cenário marcado pela escassez de mão de obra qualificada no estado, a obrigatoriedade de novas contratações tende a inviabilizar pequenos e médios negócios, além de pressionar os preços dos produtos, alimentando a inflação. Além disso, a entidade alerta ainda que o encarecimento do emprego formal pode estimular a informalidade e a perda de postos com carteira assinada.

“O setor produtivo vai repassar esses custos para os preços de seus produtos e serviços. No fim das contas, o cidadão vai sentir no supermercado que o custo de vida no Brasil ficará mais caro”, explica Seleme, lembrando que no setor de serviços a alta dos preços será sentida mais rápido.

Para a FIESC, a negociação coletiva entre sindicatos de empregadores e de trabalhadores já contemplava a possibilidade de acordos para jornadas e escalas diferenciadas, levando em conta as características setoriais. A FIESC salienta que mudanças sustentáveis na jornada só são viáveis quando atreladas a ganhos reais de produtividade, inovação e automação. O Senado Federal aprovou a proposta que acaba com a escala 6×1 (PEC 221/2019) no dia 14 de outubro.

Via: Agência Brasil

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