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Cinema de São Bento do Sul ganha destaque com seleção de “Zona de Triagem” em festival catarinense

Cinema de São Bento do Sul ganha destaque com seleção de “Zona de Triagem” em festival catarinense

Cinema de São Bento do Sul ganha destaque com seleção de “Zona de Triagem” em festival catarinense

SÃO BENTO DO SUL. O cinema produzido em São Bento do Sul ganha novamente espaço no circuito catarinense. O curta-metragem Zona de Triagem, dirigido e roteirizado por Robson Rodrigues e produzido pelo Ponto de Cultura Associação Multicultural Panaceia – Teatro e Cinema, integra a Mostra Competitiva Oficial do 9º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, realizado entre os dias 1º e 3 de outubro de 2026.

O filme está entre os 95 trabalhos selecionados para a mostra competitiva, escolhidos entre mais de 300 inscrições de diferentes regiões do Brasil. As produções participantes já estão disponíveis para o público, que pode assistir, comentar e compartilhar os trabalhos durante a realização do festival.

Em entrevista ao Nossas Notícias, Robson Rodrigues, ator e diretor são-bentense,  destacou que a participação representa mais uma oportunidade de levar a produção audiovisual de São Bento do Sul para outros públicos.

“É muito importante ver Zona de Triagem chegando a mais um festival. Cada seleção significa que o nosso cinema está circulando, encontrando outros públicos e mostrando que também existe produção cinematográfica sendo feita aqui, em São Bento do Sul, no Planalto Norte e em Santa Catarina”, afirmou.

Segundo ele, a seleção também representa a continuidade de uma trajetória construída ao longo dos anos entre diferentes áreas da cultura.

“Para mim, também reafirma uma trajetória construída há muitos anos entre o teatro, o cineclubismo e a sétima arte. Quando um filme encontra outros públicos, ele deixa de ser apenas nosso e passa a fazer parte de uma conversa muito maior.”

Zona de Triagem aborda o cotidiano de pessoas que trabalham com a coleta e a reciclagem. Robson explica que a produção nasceu justamente da intenção de dar visibilidade a uma atividade essencial, mas que muitas vezes passa despercebida pela sociedade.

“Estamos falando de pessoas que realizam um trabalho fundamental para a cidade, mas que nem sempre recebem o reconhecimento necessário. O filme procura olhar para essa realidade a partir das pessoas, do cotidiano e das relações que existem dentro de uma cooperativa. É uma história sobre trabalho, dignidade, sobrevivência e também sobre a importância de enxergarmos quem está por trás daquilo que a cidade descarta”, contou.

O diretor também destacou a participação da Cooperativa de Material Reciclável de São Bento do Sul na realização do curta.

“Quero agradecer imensamente à Cooperativa de Material Reciclável de São Bento do Sul, nas pessoas do Serjão e da Sandra, e a toda a equipe de cooperados, pela confiança, pela parceria e por permitirem que pudéssemos conhecer e registrar um pouco dessa realidade. Este filme também é de vocês.”

A produção conta ainda com a parceria de Ive Machado, da Mang Produtora. Para Robson, a união entre profissionais e produtores da região é fundamental para fortalecer o audiovisual local.

“Acredito muito nessa construção coletiva. O cinema regional cresce quando conseguimos estabelecer redes, compartilhar conhecimentos, equipamentos, experiências e, principalmente, acreditar que é possível produzir cinema a partir dos nossos próprios territórios.”

Sobre o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, que chega à nona edição, Robson ressaltou a importância da iniciativa para a circulação das produções regionais e mencionou o trabalho de Isaac Huna à frente do evento.

“Quero parabenizar o Isaac Huna, esse argentino valente, que desde o início vem capitaneando esse festival e fazendo com que ele chegasse à sua nona edição. Um festival como esse é fundamental para o nosso cinema, para os realizadores e para a circulação das nossas produções.”

Além do trabalho como diretor e roteirista, Robson também vem ampliando sua atuação diante das câmeras. Entre os trabalhos recentes está o videoclipe Nameless, da banda joinvilense After Crisis, no qual interpreta um enxadrista em uma narrativa construída em torno de um grande tabuleiro de xadrez.

“Cada personagem que chega até mim é uma oportunidade de continuar descobrindo o ator que existe em mim. Tenho buscado personagens diferentes, linguagens diferentes e, principalmente, continuar ocupando esse espaço diante das câmeras”, afirmou.

Para Robson, essa circulação entre direção, roteiro e atuação faz parte de uma trajetória que segue sendo construída no audiovisual catarinense.

“Quando um filme de São Bento do Sul chega a um festival, quando um ator da nossa região participa de uma produção de Joinville ou quando nossas histórias encontram público em outros lugares, estamos fortalecendo o cinema que é feito aqui.”

Com o festival já em andamento, o diretor reforça o convite para que o público prestigie as produções. Quanto mais os filmes forem assistidos, comentados e compartilhados, maior será a circulação dos trabalhos e a possibilidade de alcançarem novos públicos.

“O cinema precisa encontrar público. Cada visualização, cada conversa e cada compartilhamento ajuda a fazer com que essas histórias cheguem mais longe”, destacou.

Zona de Triagem retrata uma realidade de São Bento do Sul e, ao mesmo tempo, integra um movimento de produção audiovisual que vem sendo desenvolvido no Planalto Norte e em outras regiões de Santa Catarina. “Fazer cinema também é fazer com que essas histórias encontrem público”, finalizou.

ASSISTA A ZONA DE TRIAGEM:
https://youtu.be/XElKfNr36wE?is=gTEHBgvygbkEjbSt
ASSISTA A NAMELESS, DA BANDA AFTER CRISIS:
https://youtu.be/6VzN89R73uU?si=txJ5NeJzeg1yN0no
CONFIRA A PLAYLIST DO 9º FESTIVAL DE CINEMA DE JARAGUÁ DO SUL:
https://youtube.com/@cinemajaraguadosul?si=Kl3LoBZODYzGI3zq

Cinema de São Bento do Sul ganha destaque com seleção de “Zona de Triagem” em festival catarinense

Cinema de São Bento do Sul ganha destaque com seleção de “Zona de Triagem” em festival catarinense

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