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Casas Bahia fecha lojas em São Bento do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas em meio à recuperação judicial

Casas Bahia fecha lojas em São Bento do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas em meio à recuperação judicial

Casas Bahia fecha lojas em São Bento do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas em meio à recuperação judicial

BRASIL. A reestruturação da Casas Bahia já impacta o Norte e o Planalto Norte de Santa Catarina. A companhia encerrou as atividades da loja de São Bento do Sul e também fechou unidades em Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas, como parte do plano nacional que prevê o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil. Os encerramentos ocorreram entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), período em que a empresa também promoveu uma nova rodada de cortes em sua estrutura.

Em Canoinhas, a unidade encerrou as atividades na sexta-feira (14). Antes do fechamento, a loja publicou uma mensagem nas redes sociais agradecendo aos clientes pela parceria construída ao longo dos anos. Em Joinville, a rede fechou sua segunda loja física, localizada na Rua XV de Novembro. Apesar do encerramento da unidade, a empresa informou que as compras continuam disponíveis pelos canais digitais.

Já em São Bento do Sul, a loja identificada como 2456 estava entre as unidades incluídas no processo de redução da Regional 410, que também atingiu estabelecimentos no Paraná e em outras cidades catarinenses. Além dessas cidades, a reestruturação também alcançou unidades em Criciúma e Blumenau.

Quase 300 lojas fechadas e 3 mil demissões

As medidas fazem parte do pedido de recuperação judicial apresentado pela companhia à Justiça de São Paulo. Segundo a empresa, o objetivo é reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, diante do que classifica como a pior crise financeira de sua história.

Apenas em agosto, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. Mesmo com os cortes, a empresa afirma que continuará operando com mais de 700 lojas físicas e manterá o funcionamento do comércio eletrônico e dos demais canais de venda.

O fechamento das 298 unidades representa uma redução de cerca de 28,7% da rede física, que encerrou 2025 com 1.042 lojas em funcionamento.

Reestruturação começou em 2023

A atual crise é o desdobramento de um processo de reestruturação iniciado em 2023, quando a varejista lançou um Plano de Transformação para reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a geração de caixa.

Na primeira etapa, foram fechadas 55 lojas consideradas deficitárias e aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho foram eliminados. A empresa também reduziu estoques, cortou investimentos e promoveu ajustes nos centros de distribuição.

Em 2024, a companhia renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas por meio de uma recuperação extrajudicial. Ainda assim, segundo a própria empresa, o cenário de juros elevados, queda no consumo de bens duráveis, aumento da inadimplência e as mudanças provocadas pela transformação digital continuaram pressionando as contas.

Somando todas as etapas da reestruturação, a Casas Bahia já eliminou cerca de 11,6 mil empregos e fechou aproximadamente 355 lojas desde 2023.

Aposta nas vendas digitais

Apesar da redução da operação física, a companhia afirma que continuará investindo no comércio eletrônico.

No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou R$ 8,8 bilhões em receita bruta consolidada, crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período anterior.

As vendas digitais de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas realizadas nas lojas físicas recuaram 1,8%, reforçando a estratégia da empresa de ampliar sua atuação no ambiente online.

O que significa a recuperação judicial?

O pedido de recuperação judicial foi protocolado em caráter de urgência e inclui a própria Casas Bahia e outras nove empresas do grupo. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador, mas ainda precisará ser ratificada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência, preservar empregos e manter as operações em funcionamento. Segundo a companhia, a medida é necessária para garantir a continuidade das atividades e preservar os mais de 20 mil empregos que ainda mantém em sua operação.

Casas Bahia fecha lojas em São Bento do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas em meio à recuperação judicial

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