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Com familiares e grupo da cidade, médica rio-negrinhense completa o Caminho do Fé, de Minas Gerais até o Santuário de Aparecida: “me senti pequena e grata diante da grandiosidade de Deus”

Com familiares e grupo da cidade, médica rio-negrinhense completa o Caminho do Fé, de Minas Gerais até o Santuário de Aparecida: “me senti pequena e grata diante da grandiosidade de Deus”

Com familiares e grupo da cidade, médica rio-negrinhense completa o Caminho do Fé, de Minas Gerais até o Santuário de Aparecida: “me senti pequena e grata diante da grandiosidade de Deus”


RIO NEGRINHO. Um grupo de 12 rio-negrinhenses completou, na última semana, o Caminho da Fé, peregrinação religiosa que parte de Paraisópolis (MG) e segue até o Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).

Os participantes foram: Angélica Carvalho, Simone Schoeffel, Luciane Veres, Clodoaldo Veres, Gabriela Ruza, Patrícia Berkenbrock, Jackson Skiba, Sara Neppel, Pedro Pscheidt, Soraia Cristina de Siqueira e João Odenir Neppel.

E no primeiro episódio dessa nossa série, hoje (16) você confere um pouco da experiência de mais uma integrante: a médica geriatra Aline Neppel, que procurada pela reportagem aqui do Nossas Notícias, compartilhou a experiência que uniu corpo e alma, fé e aprendizado.

“Fazer este Caminho foi uma experiência inesquecível, daquelas que ficam marcadas para sempre na memória e no coração. Nós saímos de Rio Negrinho, cada um com sua história, seus motivos e suas expectativas. Fomos de van da Nanotur até Paraisópolis, onde iniciamos o nosso trajeto a pé rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. E ao final da caminhada, a van também nos buscou em Aparecida para o retorno”.

O percurso escolhido pelo grupo foi o de cerca de 120km em 5 dias, passando por lugares marcantes como Canta Galo, Luminosa, Campos do Jordão, Bom Caminho e Pedrinhas.

“É um caminho de subidas fortes, descidas longas, estradas de terra, silêncio, oração, paisagens lindas e muita superação”, enfatizou.

A médica contou também sobre o que em sua opinião foi um dos cenários mais impressionantes.

“As as montanhas da Serra da Mantiqueira são realmente surpreendentes. Caminhar entre aquelas paisagens faz a gente se sentir pequeno diante da grandiosidade da criação de Deus. A natureza, o frio, a neblina, o verde, os vales e as montanhas tornam o caminho ainda mais especial”.

Já o trecho mais emocionante ela disse que foi a Serra da Luminosa, conhecida por sua beleza, mas também pelo desafio.

“É uma subida exigente, que testa o corpo e a mente, mas que também recompensa com uma vista maravilhosa e uma sensação enorme de conquista”.

Durante o percurso, o grupo usou a credencial do Peregrino, que vai sendo carimbada nos pontos de apoio, pousadas e paradas ao longo do caminho.

“Cada carimbo representa uma etapa vencida, uma lembrança daquele lugar e mais um passo em direção ao destino final. Ao chegar em Aparecida, após concluir o trajeto, apresentamos a credencial e recebemos o certificado de conclusão do Caminho da Fé, um símbolo muito especial de tudo o que foi vivido até ali”, explicou Aline.

Para percorrer o Caminho com segurança, o grupo contou com o apoio do Adriano Expedições, que auxiliou com a organização das pousadas, carro de apoio e alimentação.

“Esse suporte fez muita diferença, principalmente nos momentos de maior cansaço, quando precisamos encontrar um alimento, uma água ou um ponto de descanso, pois era essencial para continuar”.

Outra experiência marcante

Questionada sobre uma experiência que lhe marcou, dentre tantas, Aline falou que foi o acolhimento das pessoas pelo caminho.

“Em vários lugares, fomos recebidos com simplicidade e carinho por moradores que ofereciam um café, uma palavra de incentivo, um banheiro ou apenas um sorriso. Esses gestos pequenos, mas cheios de humanidade, mostraram que o Caminho da Fé também é feito pelas pessoas que encontramos nele”.

Interação entre o grupo

Dentre os 12 rio-negrinhenses, havia pessoas que já se conheciam e outros que se conheceram no Caminho. Mas a amizade, foi um laço natural e inevitável, que se fortaleceu durante o período.

“Nosso grupo foi muito parceiro. A cada dia, o grupo se fortaleceu: um ajudava o outro, esperava, incentivava, dividia dores, risadas, curativos, lanches e histórias”.

A médica viveu ainda todas essas experiências de forma ainda mais especial, pois foi acompanhada
do pai, da irmã e do noivo.

“Compartilhar o cansaço, as conquistas, as paisagens e a chegada com pessoas tão importantes tornou essa experiência ainda mais emocionante”, destacou.

A alegria da chegada

A chegada à Aparecida foi o ponto alto do Caminho, e naturalmente não menos cheio de emoção.

“Depois de tantos quilômetros, tantas dores, tantas conversas, orações e silêncios, chegar à Casa da Mãe, no Santuário Nacional de Aparecida, foi uma grande emoção.

A gente chega cansado, com o corpo sentindo cada passo, mas com o coração cheio de gratidão.

Ver a Basílica, entrar naquele lugar sagrado e perceber que conseguimos concluir o caminho foi uma mistura de alívio, alegria, fé e muita emoção.

Chegar em Aparecida não foi apenas alcançar um destino. Foi entregar tudo o que carregamos pelo caminho: nossos agradecimentos, pedidos, cansaços, medos e esperanças.

Foi sentir o abraço de Nossa Senhora e entender que cada subida, cada pedra, cada dificuldade e cada passo tiveram um sentido.

O Caminho da Fé me ensinou que a caminhada fica mais leve quando temos pessoas ao nosso lado. Que a fé também se revela no cuidado, na partilha, na coragem de continuar e no próximo passo. E que, muitas vezes, Deus fala conosco no caminho, nas pessoas, na natureza e nos detalhes”, finalizou.


 

 

 

 

 

 

 

 

Com familiares e grupo da cidade, médica rio-negrinhense completa o Caminho do Fé, de Minas Gerais até o Santuário de Aparecida: “me senti pequena e grata diante da grandiosidade de Deus”

Com familiares e grupo da cidade, médica rio-negrinhense completa o Caminho do Fé, de Minas Gerais até o Santuário de Aparecida: “me senti pequena e grata diante da grandiosidade de Deus”

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