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Rio Negrinho: moradores cobram soluções do SAMAE e da Infraestrutura em trecho no bairro Industrial Sul

Rio Negrinho: moradores cobram soluções do SAMAE e da Infraestrutura em trecho no bairro Industrial Sul

Rio Negrinho: moradores cobram soluções do SAMAE e da Infraestrutura em trecho no bairro Industrial Sul

Fotos: reportagem Nossas Notícias e moradores

RIO NEGRINHO. Três anos após uma série de alagamentos, moradores de uma área entre as ruas Mathias Simões de Oliveira e Carlos Speischer, no bairro Industrial Sul, afirmam que a situação melhorou, mas ainda enfrentam problemas pontuais relacionados à tubulação, alagamentos e ao retorno de esgoto em dias de chuva.

Em janeiro de 2023, a incidência de fortes chuvas provocou uma série de alagamentos na cidade e a área em que moram foi uma das várias afetadas.

Nos últimos dias, a reportagem aqui do Nossas Notícias esteve no local, onde eles relembraram os desafios vividos e os momentos superados, mas também lembraram que o local, que abriga quatro casas, ainda precisa de atenção.

De acordo com Norilda, que reside na parte mais alta da rua, a água deixou de invadir as casas após as intervenções realizadas na época.

“Não alaga mais, não entra água. Depois da obra ao lado do Komprão, só teve uma vez que a água chegou perto, mas foi logo em 2023”, relatou.

Verlaine, que vive em uma área mais baixa, confirmou a melhora, destacando que o problema hoje não é mais o alagamento dentro das residências.

“Depois que mudaram a tubulação ali ao lado do Komprão, melhorou bastante.”, afirmou.

Situação semelhante foi relatada por Elieide de Lima, que apontou que, apesar de não haver mais invasão frequente de água, ainda ocorrem acúmulos em áreas do terreno, principalmente em pontos mais baixos, envolvendo tanto água da chuva, quando ela é mais forte e retorno do esgoto. Outro fator citado como um possível agravante é um tanque existente do outro lado da rua Mathias Simões de Oliveira.

Já Anésio Vieira da Silva, que também mora em uma das casas do terreno, explica que não há alagamentos há pouco mais de um ano.

“Teve, mas foi pouco, foi baixinha a água. Acredito que foi por causa dos tubos da rua, que são mais pequenos, porque para dar enchente por causa dos tubos ao lado do Komprão tem que chover muito, pois são tubos de quase 2 metros de altura”.

Ele acredita que o volume de água pode estar ligado também ao crescimento de loteamentos na parte alta do bairro.

Apesar da melhora geral, moradores relatam que ainda há pontos de acúmulo de água nos terrenos, sem atingir o interior das casas.

“Alaga o terreno, mas não entra nas casas”, citaram, destacando que a situação atual é diferente da registrada em 2023, quando houve perdas materiais significativas.

Na época daquela enchente, eles contaram que o nível da água subiu rapidamente, causando prejuízos. Um dos casos citados foi o de Senildo, que teve a casa invadida pela água em questão de minutos e perdeu praticamente todos os bens.

Cobrança por melhorias na tubulação

Mesmo com os avanços, a principal reivindicação dos moradores é a melhoria da rede de drenagem e esgoto, que passa por dentro do terreno em que moram.

Eles pedem que a prefeitura faça a substituição de tubulações menores por estruturas maiores, capazes de dar vazão ao volume de água em períodos de chuva.

“Se trocar esses tubos pequenos, a água não vai mais parar aqui, ela vai descer. Lá embaixo é grande, mas aqui é pequeno”, apontou Norilda, destacando que o gargalo está na rede local.

Além disso, há preocupação com o retorno de esgoto em dias de chuva.

“Quando começa a chover, a gente já fica com medo. Teve situação de voltar esgoto dentro do banheiro, fora o desconforto, todo trabalho e os riscos à saúde, o cheiro é insuportável”, relatou, evidenciando o impacto sanitário do problema, especialmente para famílias com crianças.

Posicionamento do Samae

Procurado pela reportagem aqui do Nossas Notícias, o diretor técnico do SAMAE, Orlando Araújo, confirmou que há trechos da rede que passam por terrenos particulares, o que foi necessário para ampliar o atendimento de esgoto no município.

“Temos algumas redes em terrenos particulares para coletar o maior número de residências possível, evitando que o esgoto vá para o córrego ou para o rio”, explicou.

Sobre os alagamentos, Araújo afirmou que a situação pode estar relacionada tanto à tubulação pluvial quanto à obstrução da rede de esgoto.

“É interessante que seja feito um estudo do volume de água que passa por essa tubulação pluvial”, considerou.

Ele também apontou que, em áreas mais baixas, é comum o acúmulo de gordura e resíduos na rede, muitas vezes causado por ligações irregulares e falta de manutenção das caixas de gordura.

“Essa gordura pode endurecer e obstruir a rede, causando retorno do esgoto”, explicou.

Ainda segundo o diretor, recentemente o Samae realizou a limpeza da rede com caminhão hidrojato na região e incluiu o local em um cronograma de manutenção periódica.

A realização da limpeza foi confirmada pelos moradores, que contaram que Araújo sugeriu a instalação de uma válvula de escape em uma determinada área do terreno, medida que eles disseram que vão procurar.

“Foi feita a limpeza e a rede está fluindo normalmente agora. Mas é importante que os moradores entrem em contato sempre que houver problema, para que possamos agir rapidamente”, afirmou.

Araújo ressaltou ainda que a solução para a questão do esgoto depende de uma atuação conjunta entre o poder público e a comunidade.

“O Samae sozinho tem dificuldade de identificar todas as demandas. Precisamos trabalhar em parceria com os moradores”, concluiu.

A reportagem aqui do Nossas Notícias procurou a assessoria de imprensa da prefeitura para verificar se há projetos de melhorias no local, porém não recebemos retorno até a publicação desta matéria. O espaço continua aberto à manifestações.

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