
BRASIL. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi encerrada no último sábado(28) sem a aprovação de um relatório final, após a rejeição do parecer apresentado pelo relator, o deputado Coronel Chrisóstomo. Mesmo sem uma conclusão oficial, as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já atingem nomes e grupos envolvidos em esquemas bilionários, muitos deles alvo de operações da Polícia Federal e de apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal.
Entre os casos de maior repercussão está a Operação Gana, que apurou descontos indevidos em benefícios previdenciários. O esquema envolvia associações e empresas que realizavam cobranças sem autorização de aposentados e pensionistas.
Outro foco das investigações são entidades conveniadas ao INSS, suspeitas de participação em fraudes milionárias por meio de mensalidades associativas irregulares. Essas organizações são apontadas como peças-chave na intermediação dos descontos indevidos. Além disso, servidores públicos e intermediários também entraram no radar das autoridades por possível participação na liberação irregular de benefícios e facilitação dos esquemas.
Apesar de diversos nomes terem surgido ao longo das investigações e operações paralelas, a CPMI não oficializou indiciamentos. O relatório rejeitado reunia mais de 200 sugestões, mas perdeu validade após a votação contrária dos parlamentares.
Com o fim da comissão, todo o material coletado, incluindo quebras de sigilo, documentos e depoimentos, segue válido e poderá ser utilizado pelas autoridades. Agora, o avanço das apurações depende principalmente da atuação da PF e do MPF, que podem aprofundar as investigações e decidir pela apresentação de denúncias à Justiça.






