
RIO NEGRINHO. Neste 21 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, a reportagem do Nossas Notícias conversou com Claudia Campos e Edinard da Cruz, pais de Matheus Campos da Cruz, para compartilhar uma história de superação e inclusão.
Segundo Claudia, a gravidez transcorreu sem intercorrências, e a descoberta da síndrome ocorreu apenas após o nascimento.
“Ficamos sabendo apenas no dia da alta, o médico nos chamou em uma sala à parte para nos comunicar. A enfermeira segurando ele no colo estava com cara triste, o médico não sabia por onde começar, eu achei que ele tinha poucos dias de vida, pela maneira que fomos abordados. Até que disse: ‘Acho que o menino tem uma síndrome’. Na hora perguntei se seria síndrome de down, porque percebi algo diferente no rostinho dele”, contou.
O diagnóstico foi confirmado aos sete meses, com o resultado do exame cariótipo, e a pediatra de Matheus foi responsável por encaminhar os exames e os acompanhamentos necessários no Hospital Infantil de Joinville. Claudia e Edinard afirmam que a aceitação foi imediata.
“Já amávamos nosso filho antes de nascer e sabíamos que teríamos um desafio diferente em sua criação”.
Desde então, enfrentaram diversas viagens à Joinville para consultas com especialistas, incluindo cardiologista, endocrinologista, ortopedista, pneumologista, otorrino, neurologista, alergista, oftalmologista e fisioterapeuta.
Hoje, as consultas foram reduzidas, e Matheus mantém apenas acompanhamento anual com o endócrino e ortopedista, mantendo uma saúde considerada ótima pelos pais.
O jovem é descrito pelos pais como um menino obediente, amoroso, cativante e querido por todos. Ele frequenta o ensino regular na EEB Marta Tavares e realiza terapias no contraturno, como AEE, fisioterapia, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico, psicopedagógico, natação e pilates.
Claudia e Edinard enfatizam que ele participa das tarefas domésticas, aprende sobre autonomia e está sendo preparado para o futuro sem tratamento diferenciado.
“Neste dia, queremos fortalecer a inclusão social da pessoa com síndrome de Down e mostrar que eles podem e fazem tudo, apenas precisam ser estimulados e aceitos como são. A inclusão, a educação e o respeito começam dentro de casa, na família, e isso fazemos com muita dedicação”, finalizou Claudia.





