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Câmara aprova projeto que permite tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica

Câmara aprova projeto que permite tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica

Câmara aprova projeto que permite tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica

BRASIL. A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (10), um projeto de lei que permite a determinação imediata do uso de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em casos de violência doméstica e familiar. A proposta agora segue para análise do Senado Federal.

O texto prevê que juízes possam determinar a monitoração eletrônica quando houver risco para a vítima, como forma de garantir o cumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Em municípios onde não há sede de comarca — ou seja, onde não há juiz — a medida também poderá ser determinada pelo delegado de polícia. Após a instalação da tornozeleira, o caso deverá ser comunicado em até 24 horas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão decidir se a medida será mantida.

O projeto também prevê que a vítima receba um dispositivo de segurança capaz de emitir alerta caso o agressor se aproxime, permitindo uma resposta rápida das autoridades caso a distância mínima determinada pela Justiça seja descumprida.

Atualmente, em municípios sem juiz, a única medida protetiva que pode ser determinada diretamente pelo delegado é o afastamento imediato do agressor do lar. Com a nova proposta, a monitoração eletrônica passará a integrar as medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

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