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Professora Déa: do início da carreira à aposentadoria na Escola Lucinda Maros Pscheidt, uma história de amor pela educação em Rio Negrinho

Professora Déa: do início da carreira à aposentadoria na Escola Lucinda Maros Pscheidt, uma história de amor pela educação em Rio Negrinho

Professora Déa: do início da carreira à aposentadoria na Escola Lucinda Maros Pscheidt, uma história de amor pela educação em Rio Negrinho

RIO NEGRINHO. Nesta quarta-feira (4), data em que a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Lucinda Maros Pscheidt celebrou 48 anos de história, o Nossas Notícias conversou com uma personagem que faz parte dessa trajetória: a professora Déa Kátia Tavares, que iniciou sua carreira na unidade e também se aposentou na mesma escola, após quase três décadas dedicadas ao ensino.

Pós-graduada em Técnicas Pedagógicas, Déa começou a lecionar na escola em 1987 e encerrou sua caminhada profissional em 2016, na instituição que ela define como “a escola do meu coração”. Durante a entrevista ao Nossas Notícias, ela relembrou os desafios do início da profissão. Na época, não havia ônibus que chegasse próximo à escola, e o trajeto da BR-280 até a unidade era feito a pé. Em dias de chuva, a situação se tornava ainda mais difícil. Para conseguir dar aula com conforto, levava na bolsa outra roupa e calçado para trocar ao chegar.

Além disso, ainda cursava o magistério no período da tarde e precisava caminhar diariamente até o Centro da cidade. A rotina era cansativa, mas jamais abalou sua decisão de ser professora. “Isso nunca me desmotivou ou fez com que eu pensasse em desistir de lecionar. Pelo contrário, cada dia eu amava mais meus alunos e minha profissão”, contou.

Entre as lembranças mais especiais estão as festas de Dia das Crianças, organizadas com carinho. Ao lado da mãe, buscava madrinhas para ajudar a preparar comemorações para os alunos, tornando a escola um espaço ainda mais acolhedor. Para Déa, uma das maiores alegrias é acompanhar, hoje, o crescimento de seus ex-alunos. “Minha maior satisfação e orgulho é ver como meus ‘pequenos’ se tornaram pessoas do bem, trabalhadores, com ótimas profissões e muitos com suas famílias formadas”, diz.

Questionada pelo Nossas Notícias sobre o que diria para a Déa do passado, no início da carreira, ela respondeu com emoção: “Eu diria para não desistir perante os obstáculos e iniciar nessa carreira se sentir, de coração, que é isso que quer para a vida. Trabalhe sempre com muito amor. Dessa forma, jamais será um sacrifício acordar todos os dias para trabalhar, e sim um prazer enorme que te fará feliz.”

Ela afirma que jamais se arrependeu da escolha profissional. “Quando escuto ‘Oi, professora Déa, lembra de mim?’, fico emocionada em saber que fiz parte daquela história.” Seu legado permanece vivo na memória, no coração e na história de cada aluno que teve o privilégio de passar por sua sala de aula.

 

Déa, a terceira da direita para a esquerda/ arquivo pessoal Claudinéia Liebl

 

Professora Déa: do início da carreira à aposentadoria na Escola Lucinda Maros Pscheidt, uma história de amor pela educação em Rio Negrinho

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