
MUNDO. Em sua tradicional mensagem para a Quaresma, o Papa Leão XIV pediu aos fiéis que o jejum não seja apenas de alimentos, mas também das palavras que ferem o próximo. Segundo o pontífice, o período deve ser vivido como um tempo de conversão, reflexão e fortalecimento da fé.
De acordo com ele, além da abstinência alimentar, os cristãos são chamados a praticar “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, que é renunciar a palavras ofensivas. O Papa também incentivou a vivência da gentileza nas relações diárias, na família, entre amigos, no ambiente de trabalho, nas redes sociais e nos meios de comunicação.
A Quaresma corresponde aos 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, considerada a principal celebração do calendário litúrgico cristão, pois marca a ressurreição de Jesus Cristo. Tradicionalmente, esse período é dedicado à oração, ao jejum e à caridade.
Na mensagem, o pontífice reforçou o convite para que os fiéis aprofundem o conhecimento e o amor por Cristo, examinem a própria vida e voltem o olhar para o Senhor. Em recente Audiência Geral, ele também motivou os cristãos a assumirem os próprios sacrifícios e responsabilidades no caminho de fé.
Com o início da Quaresma, previsto para o dia 18 de fevereiro, o Papa presidirá a celebração na Basílica de Santa Sabina, em Roma, precedida pela tradicional procissão penitencial que parte da Igreja de Santo Anselmo.
O período até a Páscoa será marcado ainda pelos exercícios espirituais do pontífice e da Cúria Romana. As celebrações do Tríduo Pascal começam na Quinta-feira Santa com a Missa Crismal na Basílica de São Pedro. Já na Sexta-feira Santa, estão previstas as tradicionais estações da cruz no Coliseu. No Domingo de Páscoa, o Papa preside a missa na Praça São Pedro, seguida da bênção “Urbi et Orbi”.
Com informações do Vatican News.





