
REGIÃO. A noite de 24 de janeiro de 2022 ficou marcada por uma tragédia familiar no bairro Amola Flecha, em Mafra. Um homem, então com 30 anos, matou o próprio irmão após uma discussão em frente à residência onde morava. Agora, quase três anos depois, ele foi condenado pela Justiça.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o autor pelo crime de homicídio privilegiado, quando o delito é cometido sob violenta emoção, logo após provocação injusta da vítima. A pena aplicada foi de cinco anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto.
Segundo a ação penal ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mafra, a vítima foi até a casa do irmão naquela noite e chamou insistentemente por ele. Atendido pela cunhada, foi orientado a voltar no dia seguinte, mas continuou a insistir.
Ainda conforme o MPSC, irritado, o acusado expulsou o irmão com violência física, entrou na residência e voltou armado com uma carabina de pressão modificada para munições calibre .22. Ele atirou contra a vítima, que caminhava pela rua, atingindo-a no tórax. O disparo perfurou os pulmões e o coração, causando a morte.
No Tribunal do Júri, as teses apresentadas pelo Ministério Público foram aceitas pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a autoria e a materialidade do crime, afastou a qualificadora de motivo fútil e classificou o caso como homicídio privilegiado. A sentença cabe recurso, e o réu poderá recorrer em liberdade.





