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Rio de Janeiro amanhece sob impacto da operação mais letal da história e que pode ultrapassar a marca de 120 mortes

Rio de Janeiro amanhece sob impacto da operação mais letal da história e que pode ultrapassar a marca de 120 mortes

Rio de Janeiro amanhece sob impacto da operação mais letal da história e que pode ultrapassar a marca de 120 mortes

BRASIL. O Rio de Janeiro amanheceu nesta quarta-feira (29) sob os reflexos da megaoperação policial deflagrada na terça-feira (28), que deixou um saldo oficial de 64 mortos, entre eles quatro policiais, além de 81 presos. No entanto, moradores do Complexo da Penha relataram ter encontrado mais de 60 corpos em área de mata, o que pode elevar o número total de vítimas para até mais de 120, tornando a ação a mais letal da história do estado.

A operação, batizada de “Contenção”, foi realizada pelas forças de segurança do governo do estado e teve como alvo a facção Comando Vermelho, com confrontos concentrados nas comunidades da Penha e do Alemão. A cena de dezenas de corpos dispostos na Praça São Lucas, no Complexo da Penha, chocou o país e gerou repercussão internacional, sendo classificada por veículos estrangeiros como um “caos colossal” e “dia letal”.

Repercussão internacional

O caso ganhou destaque em jornais de todo o mundo. O britânico The Guardian descreveu o episódio como “a operação mais letal da história do Rio”, destacando “fotos terríveis de jovens mortos espalhadas pelas redes sociais”. O espanhol El País afirmou que a cidade viveu “uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios”, enquanto o francês Le Figaro ressaltou a “contestação sobre a eficácia dessas ações de grande porte”, que são recorrentes na cidade.

Já o New York Times classificou o episódio como “a ação policial mais mortal da história do Rio”, e o argentino Clarín comparou a cena a uma zona de guerra: “não é Gaza, é o Rio”. A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou, afirmando estar “horrorizada” com a letalidade da operação e cobrando das autoridades brasileiras o cumprimento das normas internacionais de direitos humanos.

Impactos na cidade

Apesar de o Centro de Operações Rio (COR) ter reduzido o alerta para nível 1, o menor da escala, a cidade ainda enfrenta reflexos e medo generalizado. As universidades UFRJ, UERJ e UFF suspenderam as aulas nesta manhã, enquanto seis escolas estaduais decidiram interromper as atividades por questões de segurança. A Rede Municipal ainda não informou sobre a retomada.

Nos transportes, o MetrôRio, SuperVia, VLT e barcas operam normalmente, mas autoridades recomendam que os passageiros confirmem horários e itinerários antes de sair de casa. Hospitais e UPAs seguem em funcionamento regular.

Investigação e indignação

A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre os corpos encontrados nesta madrugada no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão. O Instituto Médico-Legal (IML) iniciou a remoção dos corpos, mas o número oficial de mortos segue incerto. O ativista Raul Santiago, morador do Complexo da Penha, transmitiu ao vivo nas redes sociais e denunciou “uma chacina que entra para a história do Rio de Janeiro e do Brasil”.

Com o avanço das investigações, cresce a cobrança por transparência, responsabilização e revisão das estratégias de segurança pública no estado, que volta a ser palco de uma das ações mais violentas já registradas no país.

Com informações da Agência Brasil.

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