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Defesa de Bolsonaro no STF diz que não há provas em trama golpista

Defesa de Bolsonaro no STF diz que não há provas em trama golpista

Defesa de Bolsonaro no STF diz que não há provas em trama golpista

BRASIL. No segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (3) que “não há uma única prova” que vincule o ex-chefe do Executivo à tentativa de golpe de Estado investigada pela Polícia Federal.

O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, disse que o ex-presidente foi “dragado” para os fatos investigados e que não atentou contra o Estado Democrático de Direito.

“Um processo com base em uma delação e em uma minuta encontrada em um celular de uma pessoa que hoje é colaboradora da Justiça. Esse é o epicentro, essa é a pedra de toque do processo. A minuta e a colaboração. Daí em diante, o que aconteceu é uma sucessão inacreditável de fatos”, afirmou.

Segundo Vilardi, não há qualquer evidência que conecte Bolsonaro a documentos como a “minuta do Punhal Verde e Amarelo” ou a “Operação Luneta”, nem ao ataque de 8 de janeiro de 2023. Ele também classificou o ex-ajudante de ordens Mauro Cid como “não confiável” e disse que suas versões contraditórias deveriam anular a delação premiada.

O advogado criticou a condução do processo, afirmando que a defesa recebeu 70 terabytes de material sem tempo adequado para análise. “Não tivemos acesso a provas. E, muito menos, prazo suficiente. Numa instrução de menos de 15 dias, seguida de interrogatório, é impossível conhecer a íntegra do processo. São bilhões de documentos”, declarou.

No primeiro dia de julgamento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que Bolsonaro e o general Braga Netto exerceram papel de liderança na “trama conspiratória armada contra as instituições democráticas”.

Gonet citou discursos e reuniões do ex-presidente para demonstrar a intenção de desacreditar o sistema eleitoral e insuflar apoiadores. Entre os episódios mencionados está o discurso de 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro afirmou que “só saio preso, morto ou com vitória”.

“Não há como negar fatos praticados publicamente, planos apreendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados”, disse o PGR, reforçando que é “imperativo” condenar os acusados para preservar o regime democrático.

Bolsonaro e mais sete aliados fazem parte do núcleo central da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas em fevereiro deste ano pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Com informações da Agência Brasil.

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