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Dia Mundial da Fotografia: a história de Ana Maria, que transformou a câmera em companheira de vida

Dia Mundial da Fotografia: a história de Ana Maria, que transformou a câmera em companheira de vida

Dia Mundial da Fotografia: a história de Ana Maria, que transformou a câmera em companheira de vida

Foto. Ana Maria Di Gregorio

SÃO BENTO DO SUL. Nesta terça-feira (19) o mundo celebra a fotografia – arte que eterniza momentos, emoções e olhares únicos sobre a vida. Em São Bento do Sul, o Nossas Notícias teve o privilégio de conhecer uma personagem que carrega a fotografia como parte essencial de sua história: Ana Maria Di Gregorio, uma simpática senhora de 86 anos que descobriu, atrás das lentes, um universo infinito de possibilidades.

A paixão começou ainda na juventude, quando um primo mais velho lhe apresentou a mágica de uma pequena máquina fotográfica. Desde então, a câmera nunca mais saiu de sua vida. “Todo dia saio para fotografar. Tenho interesse em tudo, desde a florzinha singela até as coisas mais estranhas. Acho que a fotografia é a forma de mostrar ao mundo que tudo é importante, que tudo está relacionado”, contou.

Conheci Ana em um lançamento de um livro em São Bento do Sul, Onde ela me olhava e atenta a cada click que saia do meu celular, lembro que me perguntou qual era a qualidade das fotos, mostrando interesse de imediato. Ana contou que amava fotografar e que seu celular, hoje,  era o seu fiel escudeiro de registros.

As fotografias de Ana são mais do que registros: são reflexo de sua sensibilidade e do seu olhar atento para os detalhes da vida. Foi clicando a beleza da natureza que ela também se descobriu preservacionista. Entre viagens, trabalhos de faculdade e experiências inesquecíveis, um episódio segue guardado em sua memória como símbolo de coragem e amor pela vida.

Durante um trabalho acadêmico sobre pesca, no litoral paulista, Ana, que na época estudava jornalismo avistou uma gaivota presa em uma linha de anzol. Sem pensar duas vezes, correu para libertar a ave, enfrentando até mesmo a resistência de um pescador. “Existe lugar melhor para um pássaro do que o seu habitat?”, desabafou na época. A cena foi eternizada por sua Yashica 2.0, num clique que lhe renderia o “prêmio de revelação”.

Entre lembranças, histórias e risadas, Ana faz questão de deixar uma lição. “Na juventude, você pode sair e fazer de tudo, mas na velhice, se não tiver um hobby, que velho chato você vai ser!”, cita.

Neste Dia Mundial da Fotografia, a história de Ana Maria nos inspira a olhar o mundo com mais poesia, a registrar o que parece pequeno, mas é grandioso, e a entender que cada clique é também um gesto de amor à vida.

Fotos: Ana Maria Di Gregorio

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