
BRASIL. A Justiça do Rio Grande do Norte negou o pedido da defesa de Igor Eduardo Pereira Cabral para que ele fosse colocado em uma cela isolada. O ex-jogador de basquete está preso desde sábado (26), após ser flagrado agredindo a namorada, Juliana Garcia, com mais de 60 socos dentro de um elevador em Natal.
Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), celas individuais são destinadas apenas a sanções disciplinares, aplicadas a detentos que cometem infrações dentro do sistema prisional.
Atualmente, Igor, de 29 anos, divide uma cela com outros seis presos na Central de Recebimento e Triagem (CRT) de Parnamirim, na Grande Natal. A defesa havia solicitado a cela isolada alegando preocupação com a “vida e integridade física” do acusado.
Igor foi preso em flagrante após o porteiro do prédio acionar a polícia ao ver, pelas câmeras de segurança, a cena da agressão. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada.
A vítima, Juliana Garcia, ficou desfigurada e precisará passar por cirurgia de reconstrução dos ossos da face. Devido à gravidade dos ferimentos, ela depôs por escrito à Polícia Civil.
Em depoimento, Igor alegou ter tido um “surto claustrofóbico” no elevador, o que teria motivado a agressão. Ele também mencionou ser pai de uma criança diagnosticada com autismo, argumento que a defesa deve usar para tentar converter a prisão preventiva em prisão domiciliar.
O ex-jogador já possui boletins de ocorrência por episódios de brigas e trocas de agressões em Caicó (RN). Igor responderá por tentativa de feminicídio. Se condenado, a pena pode variar de 20 a 40 anos de prisão.





