
MAFRA. Quatro homens foram condenados a penas que variam de 59 a 65 anos de prisão pelo homicídio de Gean Robert Gonçalves Wolski e pela tentativa de homicídio de outras duas pessoas. O julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri, durou dois dias e foi marcado por forte emoção, sobretudo da família da vítima, que aguardava o desfecho do caso havia quase uma década.
O crime aconteceu na noite de 22 de julho de 2016, no bairro Amola Flecha. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o ataque foi motivado por vingança após uma briga em um bar envolvendo a vítima e um dos acusados. Depois do desentendimento, os réus se reuniram, armaram-se e emboscaram Gean, seu pai e um amigo em um terreno próximo à casa da família, efetuando disparos de arma de fogo. O jovem morreu no local, enquanto os outros dois homens ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram.
As Promotoras de Justiça Rayane Santana Freitas e Fernanda Priorelli Soares Togni atuaram no Tribunal do Júri, apresentando as provas que sustentaram a acusação. “Após longos nove anos, a família da vítima e os sobreviventes tiveram a resposta que esperavam. Foram dois dias exaustivos, mas o Conselho de Sentença mostrou, mais uma vez, que a sociedade catarinense não tolera comportamentos como os dos réus”, destacou Fernanda Togni.
Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público, resultando na condenação de Alisson Passerino Costa (60 anos), Luciano Carneiro de Souza Junior (65 anos), Adilson Costa (59 anos e quatro meses) e Ademir Mamede (60 anos), todos em regime inicial fechado.
Com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal, que autoriza a execução imediata das penas impostas pelo Tribunal do Júri, os quatro homens foram presos ao final da sessão e não poderão recorrer em liberdade.
A mãe de Gean, Rose Bueno de Lima, que organizou uma manifestação pacífica em frente ao Fórum de Mafra no dia do julgamento, emocionou-se ao saber da condenação. “É um alívio após uma espera de nove anos. Eu sabia que Deus moveria céu e terra para fazer justiça — e ela foi feita”, declarou.






