
RIO NEGRINHO. Quarta-feira é dia de esporte, e com ela, conhecemos histórias de clubes, escolas e atletas que usam o esporte como ferramenta de transformação social. Hoje, vamos até o bairro Vila Nova, onde uma escola de futebol vem fazendo a diferença na vida de crianças e adolescentes há mais de duas décadas. Fundada em 12 de dezembro de 2004 pelos professores Sidnei Bayer e Romerito Trentini, a Escola de Futebol do Vila Nova é um exemplo de como o esporte pode transformar vidas.
O Nossas Notícias, conversou com o coordenador e atual diretor do projeto, Romerito Trentini, que é ex-jogador da seleção brasileira sub-16 e campeão mundial em 2000. Com orgulho, ele fala da trajetória da escola. “É gratificante ver toda essa evolução e crescimento do projeto. São 20 anos de trabalho, várias formações e muitos jovens seguindo no esporte”, diz.
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Com objetivo de formar atletas — e acima de tudo cidadãos conscientes e preparados para o futuro — o projeto atende 200 alunos, entre meninos e meninas de 5 a 16 anos, de Rio Negrinho e cidades vizinhas. A escola oferece aulas de futebol e também o funcional kids, voltado para o desenvolvimento físico das crianças.
Cada aluno tem dois dias fixos por semana de treinos, de acordo com seu cronograma, e antes de iniciar as atividades participa de uma aula experimental. O projeto conta com uma equipe de 10 profissionais da área, que diariamente atuam no campo, no planejamento e na orientação dos jovens.
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A escola já revelou talentos que hoje seguem trajetória no futebol profissional. É o caso de Natan Peyerl Momoli, que começou aos 5 anos no Vila e permaneceu por 8 anos. Hoje, aos 15 anos, veste a camisa do Brusque.
A mãe dele, Glacia Melania Peyerl Momoli, conta emocionada. “Ele teve uma grande evolução com os treinos e os funcionais que fazia lá no Vila. Aos 13 anos já foi morar longe da família em busca do sonho, e isso já é uma grande vitória. Agradeço muito aos professores do Vila por todo incentivo”, cita.
Outro exemplo é o pequeno Augusto Roell, que iniciou no projeto aos 5 anos e hoje, aos 8, já colhe frutos no campo e na vida pessoal. O pai, Cláudio José Roell, destaca o impacto positivo. “Era um menino tímido e agora está ficando mais independente. O Vila não é só uma escola de futebol, é uma escola de vida. Ele fez amizades, conheceu lugares novos e eu também vivi tudo isso com ele. O Vila transformou a vida dele e a minha”, conta.
A Escola de Futebol do Vila Nova é, mais do que um projeto esportivo, uma ponte para o futuro de centenas de jovens. E segue firme, formando não apenas jogadores, mas seres humanos preparados para a vida — dentro e fora de campo.
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