
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, se pronunciou publicamente nesta semana após a prisão de um professor da rede municipal acusado de produzir pornografia infantil dentro de uma creche no bairro Agronômica. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito classificou o caso como “repugnante” e afirmou que o servidor foi afastado imediatamente após a denúncia e será demitido.
A prisão do professor de 34 anos ocorreu na terça-feira (01), após investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina. De acordo com as autoridades, foram identificadas ao menos seis vítimas, todas crianças, sendo a mais velha com apenas seis anos. Mais de cinco mil fotos e vídeos de conteúdo pornográfico foram localizados, parte deles produzida dentro da própria unidade de ensino. As denúncias chegaram à polícia por meio de pais que perceberam mudanças no comportamento dos filhos.
“O caso nos causa espanto, nojo e revolta. Esse homem está preso e será demitido. Desde a primeira denúncia, foi afastado de suas funções”, declarou o prefeito.
Topázio também abordou críticas relacionadas à presença de professores homens na educação infantil. Segundo ele, não há respaldo legal para impedir a atuação desses profissionais por conta do gênero. “Ele era um professor concursado. A legislação nacional não impede homens de atuarem na educação infantil. É preciso cuidado com pré-julgamentos. Se a lei mudar, vamos nos adaptar, mas hoje isso não é permitido”, disse.
Outra questão abordada no vídeo foi a possibilidade de instalar câmeras dentro das salas de aula. Topázio afirmou que o tema pode ser discutido com a comunidade escolar, mas com atenção aos limites da privacidade. “Filmar um professor trocando a fralda de uma criança pode representar um risco ainda maior. Mas estamos abertos ao debate”, ressaltou.
A Prefeitura de Florianópolis informou ainda que, ao tomar conhecimento da denúncia, determinou o afastamento imediato do servidor e instaurou processo administrativo disciplinar. A Secretaria Municipal de Educação garante que as famílias estão sendo acolhidas por equipes especializadas e que o município colabora com as investigações.
“O importante agora é entender onde falhamos e o que precisa ser melhorado para que crimes assim nunca mais se repitam em nossas escolas”, concluiu o prefeito.