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Acusado de abuso sexual contra cadela em Joinville é solto por decisão judicial após ultrapasso de flagrante

Acusado de abuso sexual contra cadela em Joinville é solto por decisão judicial após ultrapasso de flagrante

Acusado de abuso sexual contra cadela em Joinville é solto por decisão judicial após ultrapasso de flagrante

[Atualização] Após a decisão judicial, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do autor. Leia aqui

SANTA CATARINA. Um homem em situação de rua, acusado de abusar sexualmente de uma cadela em via pública, foi solto neste sábado (28) após decisão do Tribunal de Justiça . Ele havia sido preso na sexta-feira (27), dois dias após o crime ocorrido na rua Florianópolis, em Joinville.

Segundo o juiz Daniel Victor Gonçalves Emendorfer, responsável pela análise do caso, o prazo de 24 horas previsto no Código de Processo Penal para caracterização de flagrante havia sido ultrapassado. Dessa forma, a prisão não pôde ser mantida.

No entanto, o magistrado determinou medidas cautelares, como a proibição de reincidir em crimes e a obrigação de manter endereço atualizado. Caso essas condições sejam desrespeitadas, o suspeito poderá ter prisão preventiva decretada. Diante do risco de retaliações populares, o juiz também solicitou que o setor social do presídio e da prefeitura avaliem a possibilidade de o homem ser encaminhado à cidade de origem, onde possa contar com uma rede de apoio familiar.

O crime ocorreu na quarta-feira (25) e gerou comoção após imagens de câmeras de segurança circularem nas redes sociais. O vídeo, divulgado pela Frente de Ação pelos Direitos Animais (Frada), mostra o homem deitado com cobertores e papelões em frente a um restaurante. Ele teria puxado a cadela para debaixo da cobertura e praticado o abuso.

O suspeito foi identificado por agentes da Guarda Municipal, da Polícia Militar e do Departamento de Investigações Criminais (DIC), com base nas características físicas e roupas usadas no momento do crime. Durante a abordagem, ele confessou o ato, dizendo ter escolhido o animal de forma aleatória.

A Delegacia de Proteção Animal chegou a solicitar a prisão preventiva do homem, diante da gravidade do crime e do risco à ordem pública.

Nascido em 1969 e natural do Sul do Estado, o suspeito possui uma extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, violência doméstica e crimes contra o patrimônio. No momento da prisão, ele cumpria regime de prisão albergue/domiciliar.

Após o flagrante, ele foi conduzido ao Presídio de Joinville, mas acabou liberado pela Justiça no dia seguinte.

O animal, conhecido por frequentar a região e ser alimentado por comerciantes, foi localizado por um morador próximo e, segundo informações, apresentava-se saudável.

O caso segue em investigação e mobiliza entidades de proteção animal, que cobram medidas mais rígidas para coibir crimes de zoofilia, já tipificados como crime no Brasil desde 2020. LEIA MAIS:

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