
RIO NEGRINHO. Neste 19 de junho, quando se celebra o Dia Nacional do Cinema Brasileiro, a equipe do Nossas Notícias conversou com a jovem Mariana Gretter, natural de Rio Negrinho, que compartilhou sua trajetória no audiovisual e reforçou a importância de valorizarmos as produções nacionais e regionais.
Com apenas 23 anos, Mariana já tem um currículo robusto: designer, produtora cultural, diretora de comunicação da Cinemateca Catarinense e fundadora da produtora Greteret. Ela é mestre em design, graduada em design de animação digital, e atualmente cursa pós-graduação em publicidade.
Desde pequena, Mariana sempre teve uma conexão forte com as artes — gostava de pintar, desenhar, assistir filmes e criar suas próprias histórias. “Minha professora de arte, Patrícia Boller, foi uma grande incentivadora. Foi através dos projetos artísticos da escola que decidi seguir na área do design de animação, que une o desenho com a arte de contar histórias”, conta.
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Durante a graduação, Mariana mergulhou no universo do audiovisual, transitando entre animações e produções com atores (live action). Hoje, ela atua nos dois formatos e enxerga o cinema como uma arte coletiva, onde cada profissional imprime seu olhar e sensibilidade. “Se você dá o mesmo roteiro para duas equipes diferentes, o resultado será completamente distinto. Isso é a beleza do cinema: ele é feito por muitas mãos, muitas ideias”, frisa.
Apesar de reconhecer o destaque recente do cinema brasileiro internacionalmente, especialmente após conquistas como o Oscar, Mariana reforça que seu maior desejo é ver o povo brasileiro valorizando suas próprias histórias. “Quero que a gente vá ao cinema assistir filmes brasileiros porque são bons, não só porque foram indicados a prêmios. Nossos filmes refletem quem somos”, opina.
Ela também chama atenção para a riqueza do Brasil como cenário cinematográfico, citando o fato de que cada estado tem uma cultura própria e que essa questão é retratada nas histórias, nos sotaques e nas paisagens. “O Brasil tem um potencial cinematográfico imenso”, afirma.
Atuando em Santa Catarina, Mariana lembra que produzir fora do eixo Rio-São Paulo ainda é um desafio. Mas ela encara isso como motivação para se especializar também em marketing de cinema. “Meu objetivo é levar as produções do nosso estado e do nosso país até o público. Cinema sem público não sobrevive”, aponta.
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Para celebrar a data, ela deixa um convite. “Se você tiver a oportunidade de ir a uma exibição local, de cinema regional ou festivais, vá! Isso nos motiva. E aproveita o dia para assistir a um filme nacional”, diz. Mariana também prometeu compartilhar duas produções próprias como sugestão para quem quiser começar a explorar o cinema com olhar brasileiro. Fica o convite!
Por que hoje é o Dia Nacional do Cinema Brasileiro?
O Dia Nacional do Cinema Brasileiro é celebrado em 19 de junho porque nesta data, em 1898, o cineasta Afonso Segreto fez as primeiras imagens em movimento em solo brasileiro. Ele havia retornado da Europa com um cinematógrafo — invenção dos irmãos Lumière — e registrou cenas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
A partir desse marco, o cinema brasileiro começou sua caminhada. Apesar de altos e baixos ao longo da história — com momentos de censura, falta de incentivo e crise na indústria — o país consolidou nomes, estilos e uma identidade própria no audiovisual. Do Cinema Novo de Glauber Rocha aos sucessos contemporâneos, como Que Horas Ela Volta? e Cidade de Deus, o Brasil mostrou que sabe contar histórias intensas, sensíveis, engraçadas, políticas e, acima de tudo, autênticas.






