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Rio Negrinho: “De onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, questiona coordenadora pedagógica do Colégio São José, em apelo contra desapropriação proposta pela Prefeitura

Rio Negrinho: “De onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, questiona coordenadora pedagógica do Colégio São José, em apelo contra desapropriação proposta pela Prefeitura

Rio Negrinho: “De onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, questiona coordenadora pedagógica do Colégio São José, em apelo contra desapropriação proposta pela Prefeitura

RIO NEGRINHO. Na sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Rio Negrinho, realizada na semana passada, a professora Patrícia Brekenbrock Valandro utilizou a Tribuna Livre para se manifestar publicamente contra o decreto de desapropriação do Colégio Cenecista São José, assinado em 8 de fevereiro de 2025 pelo Prefeito Caio Treml (PL). Na oportunidade Patrícia expressou indignação com a falta de diálogo por parte da administração municipal e criticou duramente a forma como a decisão foi conduzida.

Segundo a educadora, a Prefeitura tem ignorado tentativas de contato e diálogo sobre o futuro da instituição. “Se havia interesse na desapropriação, por que não nos procuraram?”, questionou, mencionando que chegou a entregar uma carta diretamente à Chefe de Gabinete do prefeito, sem jamais receber resposta.

A professora, que atualmente ocupa o cargo de coordenadora pedagógica do colégio, lembrou da trajetória da instituição e da sua importância histórica e afetiva para o município. Ela citou o legado deixado por seu pai, Pedro Henrique Berkenbrock, ex-diretor da escola, que foi peça-chave na consolidação do colégio junto à comunidade.

Patrícia também rebateu a proposta de transformar o colégio em uma escola integral para turmas de 6º ao 9º ano, apontando que a medida deixaria de fora alunos da educação infantil e do ensino fundamental inicial, além de comprometer o trabalho de professores já atuantes. “E de onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, indagou.

Durante seu discurso, a professora relatou momentos pessoais que reforçaram seu vínculo com a escola, como a celebração de um casamento de ex-aluno e o orgulho em ver o colégio renascendo após anos de dificuldades, graças ao trabalho da atual diretora, Solange Schier. “Nosso colégio ressurgiu como uma fênix. Hoje ele tem vida, cor, alegria e aumento de matrículas”, citou.

Ela destacou ainda que a instituição nunca foi pública, tendo pertencido anteriormente à Sociedade Brasileira Cultural e Caritativa São José e, posteriormente, à Campanha Nacional das Escolas da Comunidade (CNEC). “Esse prédio tem um dono que quer manter suas atividades. O colégio não está à venda, não quer ser comprado, quer apenas ser respeitado”, desabafou.

Por fim, Patrícia fez um apelo direto aos vereadores, para que o projeto de revogação do decreto seja colocado em pauta e votado, permitindo que a questão seja resolvida de forma democrática ou, se necessário, na Justiça. “Espero e peço, encarecidamente, que pensem nessas palavras. Nosso colégio está há 68 anos aqui, e só fez coisas boas. Ele merece continuar”, encerrou.

Rio Negrinho: “De onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, questiona coordenadora pedagógica do Colégio São José, em apelo contra desapropriação proposta pela Prefeitura

Rio Negrinho: “De onde sairão tantos professores, se ainda há falta deles na rede municipal?”, questiona coordenadora pedagógica do Colégio São José, em apelo contra desapropriação proposta pela Prefeitura

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