
REGIÃO. As procuradorias da Mulher de Rio Negrinho (SC) e de Piên (PR), deverão desenvolver ações conjuntas para apoio a vítima de tentativa de feminicídio ocorrido no final de setembro na cidade paranaense.
Na última semana, a Procuradora da Mulher da Câmara de Rio Negrinho, a vereadora Roseli Zipperer do Amaral, manteve contato com a Procuradora da Mulher da Câmara de Piên, vereadora Seandra Cordeiro de Oliveira, para discutir medidas que as entidades deverão tomar.
As Procuradorias tem entre suas atribuições fiscalizar e acompanhar programas governamentais e não governamentais de políticas públicas para as mulheres e relativos a interesses e direitos da mulher, além de assegurar o cumprimento das políticas públicas dispostas na Lei Maria da Penha e demais legislações pertinentes vigentes em âmbitos nacional, estadual e municipal.
“Esse fato aconteceu no domingo (24) e na segunda-feira, a vereadora Seandra, entrou em contato e relatou o que aconteceu, para que a partir daí, juntas, possamos prestar ajuda em tudo que for necessário, dentro das competências enquanto Procuradoria da Mulher. Conversamos sobre as ações que já tinham ocorrido, e eu entrei em contato com a nossa policial da Rede Catarina de Proteção à Mulher, da PM de Rio Negrinho, e ela também me orientou”, disse Rose em entrevista ao Nossas Notícias.
A vereadora falou também que as integrantes da procuradoria sabem que foi feito o Boletim de Ocorrência junto à Polícia Militar, procedimento normal quando uma vítima de violência dá entrada em um hospital.
“Depois ainda foi feita a medida protetiva, proibindo que o agressor se aproxime da vítima. A policial Susana, da Rede Catarina, nos explicou que essa medida é válida em todos os lugares, no país todo”, citou ainda Rose.
Rose também disse que foi até a escola onde a vítima trabalha e conversou com a direção.
“Conversamos sobre nos colocarmos juntas para ampará-la. E quando ela retornar para Rio Negrinho, aí a família, e nós enquanto procuradoria, vamos ajudar. Vamos procurar a Rede Catarina, para que eles a orientem, inclusive com relação a detalhes da medida protetiva. Além disso, ela vai ter todo o auxílio de pessoal especializado”, adiantou.
Não à violência
“Nós pregamos o contrário, a não violência contra as mulheres, e isso acaba ainda acontecendo. Então, nós mulheres ficamos muito tristes, isso é lamentável, não deveria ocorrer. Porém, o fato ocorreu e nós estamos aqui para ajudar. Não vamos deixar essa mulher desamparada. Agora ela está no hospital, está bem protegida, depois quando ela vou retornar para cá, aí nós vamos ter que ter muito cuidado, como ela vai reagir a tudo. Ela tem família, e a família vai ajudar muito”, encerrou.





