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Rio Negrinho: sobrinho se emociona ao falar da luta da tia, que faleceu em decorrência de lúpus

Rio Negrinho: sobrinho se emociona ao falar da luta da tia, que faleceu em decorrência de lúpus

Rio Negrinho: sobrinho se emociona ao falar da luta da tia, que faleceu em decorrência de lúpus

RIO NEGRINHO. Quando se fala que alguma pessoa possui lúpus, muitas dúvidas surgem sobre o real significado e as consequências que a doença pode trazer.

Ao contrário do que muitos pensam, lúpus não é um tipo de câncer, mas sim uma doença inflamatória crônica de origem autoimune.

Nela, os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico, que deveriam agir contra bactérias e vírus estranhos ao corpo, passam a atacar células e tecidos saudáveis, provocando inflamações que, se não forem tratadas, podem levar à morte.

Um caso recente ocorrido aqui em Rio Negrinho de um falecimento por complicações da doença é o de Ana Paula da Silva, em outubro.

Wellington Antônio de Souza, sobrinho e afilhado de Ana Paula, conta que ela tinha descoberto a doença há alguns anos e desde então fazia tratamento.

“Devido ao medicamento ser muito forte, acabou reduzindo muito a imunidade dela, que não subia fazia cinco anos. Além disso, ela acabou pegando uma bactéria e teve infecção generalizada, que acabou não sendo revertida”, cita.

Ana Paula chegou a ficar internada por um período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Fundação Hospitalar, mas acabou contraindo uma pneumonia, segundo o sobrinho.

“Mas o primeiro motivo da morte foi o lúpus, por causa da doença ela pegou a pneumonia devido a imunidade estar muito baixa”, relata.

Ele comenta ainda que lúpus, por agir no sangue, causa reumatismo no doente.

“Quando a doença ataca, que dá crise, a pessoa precisa se auto medicar e minha tia fazia tratamento com corticóides, que são medicamentos muito fortes. Dependendo da dosagem que você tomar, reduz muito o seu tempo de vida, inclusive causando falência dos órgãos e foi o que aconteceu no caso”, detalha.

“Com a bactéria e a infecção ficaram bem debilitados seu fígado e os rins”, complementa.

“Ela era para mim a minha madrinha, minha tia tinha e sempre foi uma mulher batalhadora que, mesmo lutando contra a doença todos os dias, se dedicava para poder fazer as coisas dela. Mesmo com todos problemas, era muito esforçada, tinha o negócio dela de decoração de festas de aniversário, comunhão, crisma e casamentos”, lembra.

“Sempre batalhou e lutou. Foi uma grande guerreira”, encerra.

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