
REGIÃO. Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas pelo assassinato de um jovem, crime ocorrido em abril de 2025. A sentença foi proferida na última quinta-feira (23), após os jurados acolherem integralmente as teses apresentadas pela 4ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O autor dos disparos foi condenado a 21 anos e 7 meses de prisão, enquanto o segundo réu, apontado como responsável por atrair a vítima para a emboscada e participar do planejamento do crime, recebeu pena de 20 anos de reclusão. Ambos também foram condenados pelo crime de fraude processual. Além das penas em regime inicial fechado, a Justiça determinou o pagamento de R$ 60 mil de indenização aos familiares da vítima. Os condenados não poderão recorrer em liberdade.
Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu na madrugada de 13 de abril de 2025, em frente a uma conveniência no bairro Piedade. Conforme a denúncia, motivado por desavenças anteriores, um dos réus convenceu a vítima a encontrá-lo sob o pretexto de fazer as pazes. Para transmitir confiança, chegou a enviar um vídeo mostrando que estaria desarmado. Ao chegar ao local, o jovem foi surpreendido pelo comparsa, que efetuou cinco disparos de arma de fogo na região da cabeça. A vítima morreu no local em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave.
Durante as investigações, foi constatado que o homem apontado como mentor da emboscada tentou dificultar a apuração dos fatos ao esconder o próprio celular e apagar conversas do aplicativo de mensagens utilizadas para planejar o crime. No entanto, a estratégia foi frustrada porque o celular da vítima permaneceu no interior do veículo e permitiu que a perícia recuperasse todo o conteúdo das conversas.
Para o promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos, a condenação representa uma resposta firme da sociedade diante da gravidade do crime.
“A vítima foi atraída para uma emboscada sob a falsa promessa de paz, acreditando estar segura, e foi executada à queima-roupa, sem qualquer chance de defesa. A tentativa de apagar provas para enganar a Justiça foi desmascarada, e o Tribunal do Júri reconheceu a gravidade dos fatos, fazendo verdadeira justiça”, destacou o promotor.






