
SÃO BENTO DO SUL. A sessão da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul realizada nesta terça-feira (7) foi marcada pela aprovação de projetos, debates sobre mudanças na rede municipal de ensino e pela leitura de uma nota de repúdio relacionada a declarações do deputado federal Zé Trovão.
No início da reunião, o vereador Diego Niespodzinski apresentou uma nota de repúdio elaborada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do município e encaminhada à Procuradoria da Mulher. O documento contesta declarações feitas pelo parlamentar durante entrevista a um podcast, nas quais afirmou que servidores insatisfeitos com alterações no cartão-alimentação deveriam utilizar o benefício “em alimentação” e não “em lingerie”.
A Procuradoria da Mulher, representada pela vereadora Cátia Friedrich, aderiu ao pedido e divulgou nota classificando a fala como misógina e afirmando que esse tipo de manifestação reforça estereótipos prejudiciais às mulheres. O órgão também reiterou seu compromisso com ações de orientação e proteção à população feminina do município.
Na Ordem do Dia, foi aprovado em segunda discussão o Projeto de Lei nº 272/2026, que cria o Programa Municipal de Fomento à Indústria de Cerveja Artesanal Local. A proposta busca incentivar o setor por meio do reconhecimento de sua importância para o desenvolvimento econômico, turístico e cultural de São Bento do Sul.
Entre as medidas previstas, está a reserva de pelo menos 25% dos espaços destinados às cervejarias artesanais locais credenciadas em eventos promovidos pelo município, conforme regulamentação da Prefeitura. Autor da proposta, o vereador Gilmar Pollum afirmou que o percentual poderá ser revisto futuramente, de acordo com os resultados da iniciativa.
Também entrou em primeira discussão, em regime de urgência, o Projeto de Lei nº 281/2026, que altera a legislação sobre as atribuições dos atendentes educativos da rede municipal. A proposta prevê que esses profissionais passem a acompanhar estudantes durante o transporte escolar, adequando as funções à realidade da rede de ensino e buscando ampliar a segurança dos alunos.
Durante o debate, vereadores apresentaram diferentes posicionamentos sobre o projeto. Joelmir Bogo afirmou que considera o tema relevante e disse não se sentir seguro para votar favoravelmente neste momento. Diego Niespodzinski manifestou preocupação com a ampliação das responsabilidades dos atendentes e os impactos na segurança das crianças. Já Patrick Vicente declarou apoio à proposta, destacando que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) permite a inclusão ou exclusão de medidas técnicas e que o Executivo deverá prestar novos esclarecimentos aos parlamentares.
Na Palavra Livre, utilizaram a tribuna os vereadores Patrick Vicente, Gilmar Pollum, Diego Niespodzinski, Zuleica Voltolini, Cátia Friedrich, Luiz Neri Pereira, Vilson da Silva, Rodrigo Vargas e Joelmir Bogo.






