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El Niño deve chegar mais cedo e aumentar risco de temporais no Estado; saiba como a Defesa Civil confirma a ocorrência de tornados

El Niño deve chegar mais cedo e aumentar risco de temporais no Estado; saiba como a Defesa Civil confirma a ocorrência de tornados

El Niño deve chegar mais cedo e aumentar risco de temporais no Estado; saiba como a Defesa Civil confirma a ocorrência de tornados

 

SANTA CATARINA. O Estado deve sentir os efeitos do fenômeno El Niño antes do previsto. A informação foi apresentada durante o 241º Fórum Climático Catarinense, que reúne especialistas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, Epagri/Ciram, AlertaBlu, IFSC e UFSC. Segundo os meteorologistas, o fenômeno está se desenvolvendo de forma acelerada e já deve começar a influenciar o clima catarinense a partir de julho, ainda durante o inverno.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Quando a temperatura permanece pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses, há alterações na circulação da atmosfera, afetando diretamente a formação de nuvens, os volumes de chuva e as temperaturas em diversas regiões do planeta, incluindo o Sul do Brasil.

De acordo com os especialistas, existe mais de 80% de chance de o fenômeno se consolidar entre junho, julho e agosto. A tendência é que ele ganhe força na primavera, podendo atingir forte intensidade, com impactos mais significativos entre setembro e novembro. Nesse período, Santa Catarina pode registrar chuvas acima da média, temporais mais intensos e temperaturas elevadas.

A meteorologista Nicolle Reis destacou que um El Niño forte não significa necessariamente que eventos extremos irão acontecer, mas cria um ambiente mais favorável para temporais severos, enxurradas, alagamentos e vendavais.

Diante desse cenário, o Governo de Santa Catarina prepara um decreto inédito de alerta climático, que permitirá aos municípios acessar recursos estaduais com mais rapidez para obras preventivas. O documento deve ter validade de seis meses e prevê mecanismos para agilizar ações antes mesmo da ocorrência de desastres.

Entre as medidas previstas estão obras de drenagem, limpeza e desassoreamento de rios, contenção de encostas e melhorias em estruturas de prevenção. A proposta também cria gatilhos para facilitar a decretação imediata de situação de emergência em casos de agravamento das condições climáticas.

A Defesa Civil informou que os investimentos em prevenção já vêm sendo realizados desde o início do governo estadual. Somente no Alto Vale do Itajaí, mais de R$ 485 milhões foram aplicados em barragens, limpeza de rios e obras de infraestrutura. Atualmente, Santa Catarina conta com 172 estações hidrometeorológicas e quatro radares meteorológicos em operação, localizados em Joinville, Lontras, Chapecó e Araranguá. Além do aumento das chuvas, os especialistas alertam para temperaturas mais elevadas e ondas de calor durante o verão, o que também pode favorecer o aumento de casos de dengue e outras doenças relacionadas ao clima quente e úmido.

Outro ponto destacado pela Defesa Civil foi o protocolo utilizado para identificar fenômenos extremos, como tornados. A confirmação depende tanto da análise meteorológica quanto da avaliação dos danos em campo. Recentemente, após temporais registrados em São Joaquim, a hipótese de tornado chegou a ser investigada, mas foi descartada após avaliação técnica. Segundo o órgão, os danos foram provocados por uma linha de instabilidade severa, sem características típicas de ventos rotativos.

A população pode receber alertas meteorológicos gratuitos enviados pela Defesa Civil por SMS. Para se cadastrar, basta enviar o CEP para o número 40199. Em situações de emergência, os contatos são 199 para a Defesa Civil e 193 para o Corpo de Bombeiros.

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