
REGIÃO. O 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado entre os dias 25 de abril e 4 de maio de 2026, em Camboriú, reuniu milhares de fiéis em uma programação intensa de cultos, louvores e ministrações. Gratuito e com participação voluntária de cantores, pregadores e missionários, o evento manteve atividades diárias das 8h às 22h, sem intervalos, com mensagens voltadas à fé, à missão e à edificação espiritual.
Um dos momentos mais marcantes da programação ocorreu no sábado (2) com a pregação da pastora Helena Raquel, do Rio de Janeiro. A mensagem ganhou grande repercussão ao abordar temas sensíveis como violência contra a mulher, abuso infantil e a responsabilidade das igrejas diante dessas situações.
Em tom firme, a pastora fez um alerta contra a omissão dentro e fora dos ambientes religiosos. “Se não for no nosso alcance, podemos orar. Mas se for, joga o travesseiro da conivência no lixo. Levante-se e faça alguma coisa”, afirmou. Ao tratar de crimes dentro das igrejas, ela também criticou o encobrimento de abusadores: “Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso”.
Durante a mensagem, Helena Raquel incentivou vítimas a denunciarem e buscarem ajuda. “Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia. Não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí”, declarou. A pregadora também direcionou um alerta a líderes religiosos, pedindo que não transfiram casos entre congregações. “Não troque um criminoso de paróquia. Não mande esse problema para outra congregação”, disse.
Em um momento de forte impacto, a pastora falou diretamente com crianças, encorajando-as a procurar ajuda em situações de abuso. Ela reforçou que denúncias podem ser feitas pelo número 100. Já para casos de violência contra a mulher, destacou o canal 180. A mensagem teve ampla repercussão e vem sendo compartilhada nas redes sociais por pastores e fiéis, ampliando o debate sobre o enfrentamento da violência e a responsabilidade das instituições religiosas nesses casos.





